Tumblr do dia: “Ah, branco, dá um tempo!”

por LEO MAIA | 27 março 2015

AHBRANCODAUMTEMPO

Esse não é simplesmente um Tumblr, na verdade ele é um manifesto que precisa chegar em quem ainda acredita que não existe racismo ou que isso tudo não passa de mimimi.

O projeto nasceu ano passado, na universidade da Harvard, pois os alunos negros queriam mostrar que tinham voz e contar o que já tinham enfrentado dentro da universidade apenas por ter a pele de cor diferente dos outros que estudavam na instituição — então fotografaram e entrevistaram vários negros da universidade e, além de fazerem uma exposição no Campus, criaram o Tumblr I, Too, Am Harvard

I, Too, Am Harvard

Inspirados pelo projeto americano, alunos da Universidade de Brasília desenvolveram o mesmo projeto por aqui, na tentativa de que as falas expressadas nas imagens possam sensibilizar, causar reflexão e debates que nos façam pessoas melhores.

O Tumblr brasileiro é o “Ah, branco, dá um tempo!” e mostra várias situações que poderiam ser lidas como “só uma brincadeira”, “uma observação”, “uma tentativa de ajudar”, mas que na realidade marcaram a vida de alguém com preconceito.  Clique pra continuar lendo

O que Oculus, Meerkat e Snapchat tem em comum?

por Marcelo Salgado | 27 março 2015

Empatia.

Sim, dei a resposta ao mistério do título logo na primeira linha. Sou um mau colunista. Mas ponha-se no meu lugar, amigo, e aceite ler até o fim para estarmos no mesmo filme.

Onde eu estava? Ah, sim, empatia. Empatia é a ciência jedi power arte de colocar-se realmente no lugar do outro. Aqui tem um filme incrivelmente simples e perfeito sobre isso. Empatia é sinônimo de social.

Em inglês, a expressão para “por-se no lugar do outro” é uma das minhas preferidas: “put oneself in else’s shoes”. Tradução literal e grosseira: calçar os sapatos de alguém. Tecnicamente, se você calça os sapatos de alguém fica exatamente no mesmo ponto de vista da pessoa. Mesmos ângulos, mesmos sentimentos, mesmo mundo.

F8_Oculus

Esta semana aconteceu o Facebook F8, conferência anual do Facebook para desenvolvedores, e o segundo dia foi aberto com um keynote do Michael Abrash, Chief Scientist da Oculus, a criadora do Oculus Rift, gadget que vai estar na mão de todo mundo – diz o tio Mark, que acaba de comprar a empresa – nos próximos anos. De fato, eles acabam de prometer que vai ser possível jogar em realidade virtual ainda em 2015. Clique pra continuar lendo

Fanpage do dia: “Sinta-se Político”

por LEO MAIA | 26 março 2015

sinta-se-politico

A gente sempre aponta o dedo para a política e julga que é lá que mora a corrupção, que são apenas deputados, senadores e pessoas com cargos do governo que tentam driblar a lei e de alguma forma tirar alguma vantagem disso.

Acontece que alguma vez na vida a gente já mentiu a idade para entrar em uma balada, tentou pagar meia no cinema sem ser estudante e até jogou lixo no chão usando aquela desculpa horrível de que assim estaria mantendo o emprego dos garis.

A página “Sinta-se Político” joga na nossa cara que a corrupção é onipresente e nos leva a refletir que, não podemos apenas exigir que os outros mudem, quando na verdade todo mundo precisa ser mais honesto e cidadão.  Clique pra continuar lendo

Burnbook, um aplicativo que está promovendo o bullying nas escolas americanas

por LEO MAIA | 26 março 2015

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Você deve lembrar de várias discussões sobre bullying que aconteceram quando o Secret ficou popular aqui no Brasil. O anonimato das publicações fazia com que as pessoas compartilhassem ofensas e também detalhes da intimidade de outras pessoas.

Agora, nos Estados Unidos, quem está causando é o Burnbook, um aplicativo criado para um público que ainda está na escola. Ele funciona como um livro de fofocas e verdades — lembra daquele do filme Meninas Malvadas? No aplicativo todo mundo é anônimo e encontra um ambiente preparado para falar sobre outras pessoas da escola e a gente sabe que as pessoas falam horrores quando não estão revelando sua identidade, e isso está acontecendo no app.

A situação no Burnbook está tão séria que os pais das crianças e adolescentes, estão entrando no aplicativo para deixar mensagens positivas e amenizar o clima de exposição e bullying criado dentro do app. Nos reviews escritos nas lojas do aplicativo, surgem avaliações negativas e indicando que o aplicativo não agrega nada de positivo, apenas ofensas.

Em San Diego, um aluno chegou a dizer no App que levaria um arma para a escola, depois disso Jonathan Lucas, o CEO e desenvolvedor do Burnbook, disse que mudanças seriam feitas, mas aparentemente isso não mudou nada a forma bizarra que o aplicativo está sendo usado.

O Mashable destacou a avaliação que está em destaque no aplicativo e ela diz: “Este aplicativo foi criado para aumentar o cyberbullying. Não há nenhuma outra razão.”  e depois completa que não poderia nem compartilhar publicamente o conteúdo que estava dentro do aplicativo, porque era realmente vergonhoso.

burn-book-app

Se o aplicativo chegar por aqui, o que precisamos fazer?
Se você é pai ou tem alguma criança em casa, sei lá, pode ser seu irmão, está passado da hora de conversar sobre cyberbullying — eles precisam entender que isso é um problema e que podem compartilhar com vocês se estão sendo vítimas de ofensas pela internet. O outro ponto é questionar se os pequenos estão usando o aplicativo – sabe como é, se tem uma coisa que está na moda, então certamente as crianças vão querer participar, mesmo que só baixando o app e lendo o conteúdo.

Além disso, as escolas precisam saber da existência do app e do conteúdo compartilhado através dele. Talvez criar alguma regra de uso ou conversar com as crianças sobre cyberbullying pode ser um bom começo no combate a disseminação do ódio e das ofensas dentro da escola e pela internet.

E se as pessoas saíssem de uma festa do mesmo jeito que elas abandonam o Facebook?

por LEO MAIA | 26 março 2015

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As vezes tudo o que a gente quer é sair um pouco da loucura de textões, mimimis e atualizações de amigos sem necessidade e noticias velhas que inundam o feed do Facebook. O que a gente não pode esquecer é que sair do Facebook é uma decisão que pode custar um pouco da vida social, mas ainda assim algumas pessoas resolveram pagar o preço e mostraram que existe vida fora da rede social.

Antes de clicar na opção para excluir a conta no Facebook, muitos preparam um enorme discurso de liberdade e idealiza como a vida será melhor fora da rede, com amigos mais verdadeiros e sem ter que lidar com desconhecidos que acompanham suas atualizações de status.

O pessoal do College Humor fez uma vídeo incrível mostrando esse momento de abandono do Facebook, mas nessa história a rede social é uma festa e por isso, não faz nenhum sentido ficar gritando os motivos para sair de lá, afinal, ninguém quer saber —  chamar a galera para uma festa melhor no Twitter, do outro lado do rua, também pode não ser uma boa ideia.

O vídeo é hilário, se liga:  Clique pra continuar lendo

Meerkat, Periscope… Entenda por que o mercado está enlouquecido com apps de livestreaming

por BIA GRANJA | 26 março 2015

Onipresença de smartphones, planos de dados melhores e mais baratos e a Cultura do Selfie estão fazendo apps de livestreaming bombarem

meerkatperiscope
Imagem: B9

 

Livestreaming é uma coisa relativamente velha na internet e é possível que a maioria das pessoas por aqui já tenha feito ou assistido uma live. Apps/sites como Qik, Justin.TV e Livestream foram bem populares lá pra 2009/2010 e a Twitcam, ferramenta de livestreaming acoplada ao Twitter, fez muito sucesso e gerou várias polêmicas com celebridades mostrando suas intimidades na cam e tudo mais. Mas depois de pouco tempo, o hype passou e esses serviços foram deixados às moscas (alguns fecharam). Depois deles a gente também viu apps como Viddy e Socialcam nascerem e morrem.

Porém, hoje, meia década depois, o livestreaming voltou a ser a bola da vez e o mercado digital só fala – e investe alguns milhões de dólares – sobre o assunto. Apps como Camio, Meerkat e o recente lançado Periscope tem a proposta simples de dar aos usuários uma ferramenta pra que possam transmitir a banalidade de suas vidas, grandes eventos ou qualquer outro momento digno de ser compartilhado na internet.

Falamos sobre o Meerkat por aqui antes do hype que o app ganhou no SXSW semana passada. Logo de cara, vimos um potencial imenso no aplicativo, bem como investidores que deram 12 milhões de dólares pra ele – pessoas como os atores Jared Leto e Ashton Kutcher, um dos cofundadores do Youtube (Chad Hurley), Universal Music e vários outros VCs. Meerkating – o ato de fazer uma live usando o app – já está virando verbo entre celebridades e usuários digitais. E já tem gente fazendo “Meerathons“, maratonas de transmissão usando o app.

E hoje o Periscope, serviço de streaming que foi adquirido pelo próprio Twitter por 100 milhões de dólares, acaba de ser lançado oficialmente. O Twitter tenta correr atrás do prejuízo bloqueando alguns acessos do Meerkat a sua plataforma. Prepare-se para uma verdadeira guerra do streaming entre Meerkat e Periscope nos próximos anos.

Eu não consegui testar o Meerkat, porque ele exige que eu tenha a última versão do iOS, mas testei o Periscope e estou, desde já, enlouquecida com as possibilidades do app. Aqui tem uma bela tabela comparativa entre os dois. O grande diferencial do Periscope em relação ao rival é que ele guarda o vídeo após o streaming ao vivo. Achei a interface muito lindona e bem resolvida. Ele tem outros features bem legais como chat e a possibilidade de quem está assistindo clicar em cima da tela pra mandar corações pra quem tá fazendo a live, uma indicação de que está gostando do conteúdo.

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A internet já começou a buscar um novo integrante para a banda One Direction

por LEO MAIA | 25 março 2015

Semana passada o Restart disse adeus, os fãs ficaram #chatiados e a internet enlouquecida fazendo piadas e lembrando toda zueira feita com a banda. Hoje a música volta a ser assunto nas redes, depois do One Direction anunciar pelo Facebook a saída de um dos integrantes.

No comunicado publicado na página do One Direction, Zayn explica que está saindo da banda porque quer ter privacidade e viver como um garoto normal de 22 anos. Mas a internet ama One Direction e a gente aqui do Brasil tem um apego especial, por causa da música maravilhosa do Nissin Ourfali.

E para a banda não ficar incompleta, surgiram algumas sugestões de nomes para integrar a boyband. Olha só:

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Tumblr do dia: “Esse é o Brasil que deu serto”

por LEO MAIA | 24 março 2015

brasil-que-deu-serto

 

Essa semana a gente conheceu um meme polêmico, que usando imagens ilustrou situações onde a expressão “nego que…” poderia ser vista como racista. Agora encontramos um Tumblr que também faz frases populares virarem imagens.

“Brasil que deu Serto” é o nome do Tumblr e página no Facebook que usa ilustrações, fotos e vídeos para dar vida aos bordões, ditados populares e outras expressões que a gente já fez o uso ao menos uma vez na vida.

Olha só essas imagens:  Clique pra continuar lendo

Risqué: quando a internet usa o humor e o meme para fazer críticas

por LEO MAIA | 23 março 2015

A internet tem o poder de transformar qualquer assunto em uma coisa gigantesca. Quando a gente menos espera, todo mundo está falando sobre o mesmo assunto e dando opiniões diferentes sobre aquilo.

A gente dá opinião sobre política, fala sobre novela e futebol, discute o Oscar e até participa de polêmicos debates sobre a cor de C E R T O S vestidos. É como diz o ditado: para a internet, qualquer coisa é noooooossa!

Só que nem sempre as opiniões serão escritas em texto, elas podem vir em forma de Tumblr, gifs e imagens engraçadas, montagens toscas, ironias e piadas — todos os elementos da cultura e linguagem da web são usados nessas horas. Lembra das centenas de memes da Copa, as piadas sobre Impeachment, alta do dólar e do Tumblr das mulheres rodadasClique pra continuar lendo

Encontros Inusitados da Web: Rafucko & Jacaré Banguela

por 3 Corações | 23 março 2015

Jacaré Banguela e Rafucko representam lados opostos da comédia: um usa o humor pra tirar sarro de tudo, o outro pra fazer ativismo. O que acontece quando eles se encontram?

capa_jacarafucko

O humor serve pra muitas coisas hoje em dia… inclusive pra fazer rir. Ele pode servir como uma vaselina pra assuntos mais sérios, pode servir pra fazer crítica, pode falar sobre o trivial ou ser engajado. Tem humor politicamente correto, tem humor negro, tem humor sem graça e também tem gente que dá risada de tudo. Na internet, o humor é a linguagem primordial de tudo. Foi no ambiente democrático da internet que o brasileiro soltou sua veia humorística e onde alguns talentos surgiram.

É o caso do Rafucko e do Jacaré Banguela. Os dois fazem humor e usam a internet pra espalhar isso. Mas o primeiro é humor-ativista, enquanto o segundo tá numa onda de fazer humor com as bizarrices e causos do nosso cotidiano. Representando lados meio que diferentes da coisa toda, Rafucko e Jacaré não conheciam muito bem o trabalho um do outro. Antes da troca de perguntas entre eles, a gente conta mais sobre cada um…

Caetano Veloso chamou o Rafucko de “O Daniel Cohn-Bendit de 2013“, que vem a ser uma das principais figuras da revolução de Maio de 68 na França. Apesar de já fazer vídeos de humor-engajado em seu Youtube há anos, foi durante os protestos de 2013 que Rafael Puetter, o Rafucko, ganhou destaque.

Do outro lado, tem o Rodrigo Fernandes, que começou na internet há 11 anos com o Jacaré Banguela – blog que bombou absurdamente depois de divulgar aquele famoso vídeo da Daniela Cicarelli sendo feliz com o namorado em uma praia européia. De lá pra cá, Jacaré migrou pro Youtube – onde ele dirige enquanto entrevistas pessoas, cozinha, comenta sobre cultura pop e faz muitas piadas wébicas – até se descobrir comediante e sair da web pra se apresentar em casas de comédia e também virar repórter televisivo.

A seguir, o encontro honesto e inusitado entres os dois. Clique pra continuar lendo