O QUE O FACEBOOK E A CASA DOS ARTISTAS TÊM EM COMUM?

por COLUNISTAS | 1 março 2013

Imagine que você precisa se mudar pra São Paulo e começa a procurar um apartamento. Ao saber disso um amigo oferece o dele emprestado enquanto estará fora fazendo intercâmbio. “Que aluguel que nada, você é irmão, basta chegar”. Opa, de graça, o melhor preço que existe! Mas, bem, o apartamento não está exatamente do jeito que você gostaria e você resolve reformar algumas coisas, gasta uns 30 mil e deixa ele exatamente como quer. Aí seu amigo volta, pede o apartamento e você vai embora, de mãos abanando, deixando seu investimento pra trás.

“Ah, Eden, mas o cara foi muito burro investindo tanto dinheiro em algo que não era dele e que podia ser posto pra fora a qualquer hora”. É, verdade, igualzinho ao que algumas pessoas fazem com o Facebook.

“Reservamo-nos o direito de rejeitar ou remover páginas por qualquer motivo. Estes termos estão sujeitos a alteração a qualquer momento.” Diz o Facebook.

Antes de criar uma fanpage ou investir uma bela grana em mídia para fazer tal fanpage crescer você já passou o olho nos termos de uso da plataforma? Aposto que não. Não conheço ninguém que tenha feito. Como investir dinheiro em uma plataforma que pode amanhã mudar as próprias regras e inviabilizar o seu projeto? Costumo dizer que o Facebook é a Casa dos Artistas das plataformas sociais e que o Mark é o Sílvio Santos. Por que?
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OS MAIS VISTOS DO YOUTUBE =
UM RETRATO DO BRASIL

por COLUNISTAS | 27 fevereiro 2013

Texto do querido amigo André Forastieri em seu blog, sobre a página de “Mais Vistos do Youtube Br“:

O YouTube estreou esta semana no Brasil o canal Mais Vistos. Agora, nós temos como saber a cada dia quais os vídeos que estão sendo mais vistos no País, sejam brasileiros ou não. E o número de visualizações que vêm do Brasil.

Parece pouca coisa? Parece um dado técnico? Não: é uma radiografia diária do Brasil. Do que está fazendo sucesso no Brasil conectado à internet. Não tem interferência editorial do YouTube. A lista é gerada por algoritmos. Representa as aspirações audiovisuais de metade dos brasileiros, uns noventa milhões de internautas, por aí.

A lista de Mais Vistos do YouTube representa melhor do que qualquer outra coisa o que o brasileiro quer assistir neste minuto. Mais que as pontuações do Ibope. Mais que a programação dos horários nobres. Mais que a sabedoria dos gurus e a experiência dos acadêmicos. A prova dos nove é que um banco é o patrocinador exclusivo do canal Mais Vistos. Deve estar pagando rios de dinheiro, grana preta que antigamente só a TV aberta faturava.

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NÓS NÃO QUEREMOS FULECAR!

por COLUNISTAS | 4 dezembro 2012

 

Fulecar.

Direto do dicionário Aulete, o significado é “perder todo o dinheiro que se leva, ao jogo”.

Parece brincadeira, mas tal verbo remete ao nome do mascote da Copa do Mundo de 2014, que por acaso será no Brasil. O bichinho é lindo e sua representação gráfica, para lá de simpática. Mas o nome, Fuleco (!), soa não só como palavrão, mas como provocação. Por que um tatu-bola, cujo nome e formato têm tudo a ver com o tema em questão, precisava ser batizado de… F.U.L.E.C.O., palavra tão à beira do precipício do vernáculo?

Mais: por que este nome chegou a ser cogitado, julgado e, pior, escolhido? E ainda: não poderiam os brasileiros ter participado dessa escolha, usando a mais democrática das ferramentas (a internet, dona Fifa, a internet!)?

Pois aqui entra uma história de omissão e descaso que mostra bem como muitas instituições ainda não perceberam o poder da mobilização popular.

Assim que foram anunciados os três nomes finalistas para “votação popular” – Amijubi (amizade + júbilo), Zuzeco (azul + ecologia) e Fuleco (futebol + ecologia) – em setembro, a indignação pipocou aqui e acolá. Nas redes sociais, o estranhamento se fazia ouvir. Pior que três opções catastróficas, no entanto, foi o surgimento destas assim, do nada. De onde vieram as opções? Por que tais nomes foram “escolhidos”? E se foram selecionados, por quem? Quando?  De que mentes partiram tais pérolas?

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BRUXAS DE SALÉM 2.0 – A PERSEGUIÇÃO DESENFREADA ÀS BLOGUEIRAS DE MODA

por COLUNISTAS | 10 outubro 2012

Estamos em 2012.

A humanidade alcançou avanços tecnológicos incríveis – apesar de ainda estar nos devendo o overboard. A comunicação mudou completamente, deixando de ser vertical para tornar-se multidirecional. O papel das pessoas mudou. Elas deixaram de ser apenas target, e se tornaram veículos e produtores de conteúdo.

Mas tem coisa que não há tecnologia que mude.

Do século XV ao século XVII a humanidade, cega, caçou bruxas. Os motivos, como hoje sabemos, eram o fanatismo, o preconceito e superstição. Mulheres foram perseguidas, condenadas sumariamente e atiradas a fogueiras. Mas ficou pra trás, não é mesmo?

Não.

Estamos acompanhando, em pleno século XXI, uma nova caça as bruxas.

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CAMPANHA #MARCOCIVILJÁ

por COLUNISTAS | 14 setembro 2012

por Paulo Rená

Eu, Paulo Rená, entre 2009 e 2010, no Ministério da Justiça, trabalhei pessoalmente no desenvolvimentodo Marco Civil da Internet (uma proposta que estabelece os princípios, valores, direitos e responsabilidades para o uso da rede no Brasil). Também fiz o meu mestrado em Direito, Estado e Constitução pela UnB com base no aspecto democrático do desenvolvimento deste projeto de lei. Quem me conhece o mínimo sabe o quanto eu sou chato e detalhista e crítico. Pois eu deposito total confiança nessa iniciativa, tendo inclusive pedido uma licença de 3 anos do meu posto como servidor público no TST para poder me dedicar ao ativismo em favor da aprovação do Marco Civil da Internet e à pesquisa acadêmica na área da cultura digital.

Acabei de encaminhar, com a ajuda do IDEC, um pedido para que a Câmara dos Deputados (mesmo durante o período de campanhas eleitorais) vote a aprove o Marco Civil da Internet – uma proposta que estabelece os princípios, valores, direitos e responsabilidades para o uso da rede no Brasil. Uma vez aprovado, o Brasil terá a regulação da internet mais avançada do mundo!

Peço que se você também quer uma legislação que garanta o uso da internet livre, democrático, inclusivo e criativo, com privacidade e neutralidade, para que todos possam ser tratados igualmente, sem discriminação; se você quer uma legislação que garanta uma internet com responsabilidade clara de seus usuários e que seja estimulada pelo Poder Público como ferramenta para o desenvolvimento social, cultural e econômico, envie você também uma mensagem à Câmara dos Deputados e peça a aprovação imediata do Marco Civil da Internet, clicando aqui.

Não precisa de cadastro e não leva mais do que 3 minutos, obrigado.

 

Se você quer ler mais e se informar sobre o que é o Marco Civil, veja esses posts aqui.

ATIVISMO, HASHTAGS E A GAUCHADA CONECTADA

por COLUNISTAS | 23 agosto 2012

Lá no youPIX POA tivemos a oportunidade de conversar com muita gente que faz de tudo na web gaúcha. Inclusive gente que toca projetos online de envolvimento social que são um sucesso! Entrevistamos Gabriela Guerra (co-fundadora do Porto Alegre Como Vamos), Luciano Braga e Gabriel Gomes (co-criadores do Shoot The Shit) e Hernán Efrón (Planejamento e Desenvolvimento de novos negócios na Engage, fundadora do Catarse) pra saber como é a relação do gaúcho com o cyberativismo e ainda convidamos o vlogueiro (gaúcho, claro) Rafael mooglez pra contar mais sobre isso, olha só:

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NÃO PUBLIQUEM FOTOS DE SEUS FILHOS PELADOS

por COLUNISTAS | 21 agosto 2012

por Elis Monteiro, jornalista do Telefonia ETC

Mariana* tem 7 anos de idade e um perfil no Facebook. Já criou, com a ajuda da mãe, álbuns de fotos com os pais, amiguinhos, família, de sua festinha de aniversário, registros feitos no shopping, na praia… Há também imagens de passeios, recadinhos deixados pelos padrinhos e colegas de mesma idade ou um pouco mais velhos e, em sua lista de amigos, coleguinhas da turma da escola combinam inclusive a aventura do próximo fim de semana. Mesmo com o autodeclarado controle da mãe, Mariana publicou, em poucos meses de vida online, mais informações pessoais do que muita gente já o fez em toda a vida.

Em poucos minutos analisando a conta da pequena é possível obter todo tipo de informação necessária para traçar um perfil rico e detalhado, envolvendo gostos, movimentos, endereço, atividades, sem qualquer dificuldade. E mesmo que nas fotos de seus álbuns não apareça a logomarca do colégio onde ela estuda, basta dar um pulinho nas fotos dos amiguinhos da Mariana e, eureca!, está tudo lá.

Há vários erros na história da Mariana.

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MEDIUM: UM BLOG COLABORATIVO PRA DERRUBAR O REINADO TUMBLR

por COLUNISTAS | 17 agosto 2012

por Felipe Teo, fundador da Yonderlabs, social media e coolhunter

 

A equipe do Blogger e Twitter acaba de lançar a sua nova plataforma com intenções revolucionárias. Ela se chama Medium, “por que a mídia permanece sendo o tecido conector da sociedade“, e ainda segundo o grupo, é possível fazer mais e ir muito além do que se criou hoje com essa plataforma.

Essa novo sistema de publicação parece ter o interesse de barrar o crescimento do Tumblr. Ele junta a colaboratividade do Reddit – um board multi-forum onde criam-se tópicos e o conteúdo gerado é o debate mantido pelos usuários – com uma organização visual que lembra o Pinterest- a diferença é que os boards do medium se chamam collections.
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HATERS: MULTIDÃO RUIDOSA E CADA VEZ MAIOR

por COLUNISTAS | 6 agosto 2012

por Elis Monteiro, jornalista do Telefonia ETC

Na Wikipédia, a palavra ÓDIO é definida como um sentimento intenso de raiva e “traduz-se na forma de antipatia, aversão, desgosto, rancor, inimizade ou repulsa contra uma pessoa ou algo, assim como o desejo de evitar, limitar ou destruir o seu objetivo”. Já a Enciclopédia Barsa dá um sentido mais próximo – traduz ódio como paixão que leva alguém a desejar a desgraça do outro e tentar ou fazer-lhe mal. Seja como for, os dois significados trazem, nas entrelinhas, a mesma ideia de que odiar resulta na vontade de destruir, aniquilar. Será que isso explica o que nós, que vivemos na Web e da Web, encontramos todos os dias, em todos os ambientes, em todas as redes sociais? Os haters estão entre nós e são uma multidão ruidosa, barulho este talvez fruto da tal paixão.

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O JARDINEIRO É MARK ZUCKERBERG, MAS AS ÁRVERES SOMOS NOZES

por COLUNISTAS | 13 julho 2012

por Fabiane Secches, escritora e leitora compulsiva… inclusive na/da internet.

 

Sempre fico intrigada com o argumento de que, nas redes sociais, somos apenas uma ~versão idealizada~ de nós mesmos. Oras. Se cada um de nós é tantos, por que os nossos ~alter-egos~ na internet também não seriam nós?

Vários (bons) textos pipocaram recentemente sobre nossa dificuldade em separar a pessoa real da persona virtual (aqui, aqui e aqui). Mas será que sair do Facebook vai mesmo resolver toda a nossa angústia? Será que, ao matar o seu eu ~zuckerberguiano~, você vai conseguir reencontrar o seu eu verdadeiro – seja lá o que isso signifique?

Será que a gente conseguiria deixar de atuar em todos os outros lugares também?

Sim, porque a gente sabe que a ~rede mundial de computadores~ é poderosa, e que o Facebook é quase um templo, mas também é ~só~ mais um lugar. E quem frequenta e define a dinâmica deste lugar somos nozes.

O jardineiro pode ser Zuckerberg, mas as árveres somos nozes. ;-)

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