UM PASSEIO PELA DEEP WEB, O LUGAR MAIS ASSUSTADOR DA INTERNET

por RENATO ALT | 1 novembro 2012

ESTE DEPOIMENTO CONTEM IMAGENS QUE PODEM SER PERTURBADORAS!

Nossos leitores enxergam o youPIX como um veículo que “explica e organiza” um pouco
do caos da internet. Só fizemos esta matéria porque recebemos muuuitos pedidos
de explicação sobre a Deep Web e o tipo de conteúdo produzido por lá. 

O YOUPIX NÃO RECOMENDA O ACESSO À DEEP WEB!

Antes de começar o mergulho, vale dizer o seguinte: é claro que a Deep Web não é essencialmente do mal. Tem muita coisa interessante, como livros, pesquisas, músicas, documentos e muito, muito mais; coisas que não aparecem no Google porque não foram indexadas. Nesse caso aí a questão passa a ser direitos autorais, que é papo pra outra hora. E, no final das contas, você acha o que procura, né? As coisas não simplesmente surgem na tela. O lance é que o que mais desperta a curiosidade da galera em geral é se, afinal, esse monte de bizarrice que dizem rolar por lá realmente rola. Por isso é que neste artigo a gente focou nesse lado aí.

Você provavelmente já ouviu falar nela, a Deep Web, como aquela parte de baixo do iceberg na imagem que anda circulando por aí. Aproximadamente 80% de toda a informação que corre na internet está escondida nessa camada bem profunda da rede… uma camada que, por motivos óbvios, você não vai encontrar no Google. Grande parte disso é conteúdo bruto (raw data) não formatada para uso humano (dados e coisas do tipo), mas só a parte que a gente entende já é suficiente pra dar o que falar.

Mergulhar nesse universo profundo de maneira adequada é complicado. E é mergulhar mesmo, porque enquanto você circula tranquilo pela web aqui em cima, a Deep Web pede equipamento especial e bom treinamento, ou você vai virar comida de tubarão. Mesmo sabendo disso tudo aí, que não é nada tentador, resolvi ceder à minha curiosidade patológica e entrar nesse mundo paralelo, e desbravar o lado dark da DW.

Mas me arrependi…

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PITBLOGGERS

por RENATO ALT | 18 outubro 2010

É verdade, as redes sociais têm uma coisa meio mágica sim. Esse negócio de todo mundo poder falar com todo mundo, interagir, blá blá blá. Que dê o primeiro unfollow quem nunca “curtiu” alguma coisa no Facebook, ou fez uma piadinha sobre Orkut ou sei lá mais o quê. Bacana! Mas o curioso é que nem tanta gente pensa sobre quem são as pessoas escondidas por trás dos avatares redes sociais a fora.

Criar um avatar qualquer e esconder-se por detrás dele é fácil. A partir daí, xingar, provocar e criar confusão pode ser só questão de oportunidade ou, até pior, a intenção. Já inventaram o termo pra isso: trollar. Assim, o anonimato e os nicknames seguem criando uma geração inteira de bufões e pitbloggers que, se fossem colocados cara-a-cara com aqueles que atacam, provavelmente sairiam correndo com o mouse entre as pernas. Enquanto isso, na tranqüilidade do lar, são bons amigos, pais, empregados, filhos.

troll_computer

Tá, mas e daí?

Daí que é preciso perceber até onde o que se diz no Twitter, Facebook, ou qualquer que seja a rede social da vez, é uma diversão e a partir de onde começa o comportamento patológico e vicioso. Porque só pode ser esse o caso de alguém que fica horas e horas buscando a quem atacar, o que dizer, a quem irritar, tudo a fim de obter uma carga qualquer de endorfina para mascarar a própria mediocridade.

Olha, de repente pode parecer que eu é que estou neurotizando, jogando seriedade demais em uma coisa aparentemente inocente mas, é nessa inocência, nesse “nada a ver”, que se esconde o perigo de verdade.

Pessoas que são condicionadas a manter uma série de pensamentos sob controle na vida real e, que de repente, se vêem livres a expressá-los na internet, podem apresentar um comportamento que, não dificilmente, foge do controle. Vale lembrar de programas como “To Catch a Predator“, da MSNBC. Vale lembrar também, muita coisa ruim que já aconteceu aqui, e mais de uma vez, por causa e através do Orkut.

Claro que o assunto é muito mais extenso do que este texto, falar sobre todas as suas nuances aqui seria impossível, de cada pensamento surgem muitos desdobramentos. Longe de querer ser um documento sobre o assunto, a idéia aqui é a gente pensar e discutir.

Ninguém precisa ficar paranóico, mas é bom ficar ligado! Ao primeiro indício de confusão, esqueça a pseudo-coragem que o conforto da cadeira dá e, ao invés de retrucar, aproveite um dos grandes benefícios da atual tecnologia: DESCONECTE!


>>>Renato Alt, ou @aperteoalt, escreve. Sobre todo mundo, sobre ninguém e sobre qualquer coisa entre essas duas. Só que sem trollagem, claro.   Pra conferir é só seguir no Twitter ou visitar aperteoalt.com.br