Crise de abstinência

por BIA GRANJA | 11 setembro 2014

Você passa 70% do seu dia no Facebook, 10% no Instagram e os outros 20% reclamando do quanto as pessoas se expõem loucamente nas redes sociais e o quanto não aguenta mais ver foto da galera no restaurante, na viagem, no festival de música, na praia, no parque, na balada e afins. Porém, uma coisa que você não conta nem no Secret é que essa quantidade de posts faz com que você se sinta bem, se sinta incluído e fazendo parte da vida dos caras. É um vício, aquele lance que a gente adora odiar mas que alimenta nosso lado stalker e acalma o lado carente. Muito bem!

Daí vamos imaginar que, de repente, seus amigos e perfis que você acompanha começam a postar menos, quase desaparecendo da sua timeline. Meu Deus! Onde eles estão? Por que não publicam mais nas redes sociais? Será que estão fazendo algo tão legal que não dá nem tempo de publicar na internet? E, principalmente, por que eu não estou sendo incluída nesse rolê?

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Nik Neves/ Editora Globo

O selfie matou o autógrafo

por ROSANA HERMANN | 8 setembro 2014

selfie_celebridade

Era mais ou menos assim:

O fã chegava perto do ídolo com um caderninho na mão. Ou um papel. Qualquer papel. E uma caneta.

Ele se aproximava lentamente até ficar bem perto do seu ídolo.
Ao chegar bem diante dele, o fã, num @rroubo de coragem, olhava fixamente nos olhos daquela pessoa que ele sempre sonhou em conhecer ao vivo, oferecia a caneta e dizia:
- me dá um autógrafo?

E o ídolo desfazia as duas linhas paralelas dos olhos-nos-olhos, pegava a caneta, perguntava o nome do fã, dando mais uma rápida olhadinha pra sua cara congelada num sorriso e rabiscava ali, juntos, para sempre naquele atestado de proximidade, seu nome e o do seu fã.

Essa assinatura única nesse momento idem era conhecida como ‘autógrafo’.

Agora, não.

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O culto ao corpo, o nu e as celebridades

por Daniel Sollero | 2 setembro 2014

jorgebispo_ape302

Um hacker dá um jeito de conseguir fotos que celebridades tiraram nuas nos seus celulares e publica tudo na internet. Antes de mais nada, independente da maneira como a pessoa teve acesso as fotos, publicar isso em qualquer lugar ou compartilhar isso é, sim, sacanagem – para falar o mínimo.

É assédio moral, bullying ou qualquer termo que você queira usar. Sem falar no mais grave: é crime. Não importa se é revenge porn, hacker, celular achado, etc. É errado e é crime. Mas esse texto não é para falar sobre isso mas sim sobre outro lado dessa história toda: os porquês das fotos.

Quando soube dessa história toda, eu fiquei pensando de onde vem esse hábito de fotografar seu próprio corpo nu. Isso é um fenômeno novo? A culpa é da tecnologia? A culpa é da publicidade e desses ideais irreais (ou surreais) que nos alimentam? É um culto a imagem? É a internet?

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A síndrome do “Eu já vi”

por BIA GRANJA | 11 agosto 2014

(Foto: flickr/creative commons)
(Foto: flickr/creative commons)

 

Aperte a tecla verde se algum dos casos abaixo já aconteceu com você em maior ou menor intensidade nos últimos tempos:

a) Você está com um amigo num bar/restaurante e de repente ele te pergunta se você já viu tal coisa…. coisa tal que você ainda não viu. Você dá uma de João Sem Braço, pede pra ir ao banheiro rapidinho, acessa o Google, pesquisa a tal coisa, volta para a mesa e comenta como se já conhecesse aquilo há tempos.

b) Você está falando com o bróder no chat do Facebook, ele te manda um link de um Tumblr que está bombando e pergunta se você já viu. Você não viu, mas clica rapidinho, dá uma sapeada e responde rápido que, claro, conhecia.

c) Você está em uma reunião, alguém comenta sobre aquele último vídeo viral da internet. Você ainda não viu, a internet não está funcionando, seu 3G parou… PÂNICO! Todo mundo comenta sobre o vídeo e você fica por fora do assunto do momento-minuto.

Está muito difícil mostrar alguma coisa nova pra alguém hoje em dia, né?

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Geração “só a cabecinha”

por BIA GRANJA | 17 julho 2014

(Foto: Nik Neves/ Editora Globo)
(Foto: Nik Neves/ Editora Globo)

 

Outro dia vi um estudo que diz que 25% das músicas do Spotify são puladas após 5 segundos. E que metade dos usuários avança a música antes do seu final. Enquanto isso, no YouTube, a média de tempo assistindo a vídeos não passa dos 90 segundos. O mais chocante desses dois dados é que o uso do Spotify e do YouTube, em geral, está focado no lazer, no entretenimento. Ou seja, se a gente não tem paciência para ficar mais de 90 segundos focado em uma atividade que nos dá prazer, o que acontece com o resto das coisas?

Você ficou sabendo da entrada do ator Selton Mello no seriado Game Of Thrones? Saiu em vários grandes portais brasileiros e a galera na internet compartilhou loucamente a notícia. Tudo muito bacana, não fosse a notícia um hoax, um boato inventado por um empresário brasileiro apenas pra zoar e ver até onde a história poderia chegar. Bem, ela foi longe: mais de 500 tuítes com o link, mais de 3 mil compartilhamentos no Facebook, mais de 13 mil curtidas, matéria no UOL, Ego, Bandeirantes, O Dia e vários outros sites.

Quem não tem paciência de ouvir cinco segundos de uma música tem menos paciência ainda pra ler uma notícia inteira. Pesquisas já mostraram que a maioria das pessoas compartilha reportagens sem ler. Viramos a Geração “só a cabecinha”, um amontoado de pessoas que vivem com pressa, ansiosas demais pra se aprofundar nas coisas. Somos a geração que lê o título, comenta sobre ele, compartilha, mas não vai até o fim do texto. Não precisa, ninguém lê!

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Amor no ~feice~

por BIA GRANJA | 8 junho 2014

amonofeice

Outro dia minha timeline foi tomada pela notícia de um rapaz que terminou o namoro usando uma hashtag no Instagram. O moço publicou #TransformationTuesday, usada toda terça por quem quer mostrar algo que tenha mudado na sua vida, e postou uma foto do antes com a namorada e do depois, sem a menina na imagem. A coitada ainda mandou um comentário: “Você está terminando comigo?” QUE DÓ!

O episódio me fez pensar no que seria aceitável para relacionamentos em tempos de redes sociais. Hoje, se você não mudou seu status de relacionamento no Facebook, a relação não foi oficializada, né? Se não tá no ~Feice~, não tá namorando. Já vi um monte de gente “pedir em namoro” ao mudar o status e solicitar que o outro confirme. Fofo, né?

Que tal, então, aqueles que fazem uma surpresa pra pessoa amada e gravam um vídeo no YouTube com um pedido público e viral de casamento? Romântico? Tem também aquela galera que posta uma foto de um anel no Instagram e tagueia a pessoa amada. Nhô, que amor!

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#SomosTodosMacacos e a sensação horrível de ser enganado

por Ana Freitas | 30 abril 2014

somostodosoportunistas

Não queria que você soubesse por mim, mas preciso te contar uma coisa, caso você ainda não saiba: a hashtag #somosotodosmacacos, do Neymar, surgiu por conta de uma ação de marketing de uma agência de publicidade em São Paulo. Terrível, né? Pior ainda é o Luciano Huck, que no dia seguinte ao episódio de racismo contra o Daniel Alves, já estava vendendo uma camiseta com estampa de banana. Não à toa, todo mundo achou oportunista, pra dizer o mínimo.

Mais uma coisa: lembra daquele viral dos estranhos se beijando, que emocionou todo mundo e passou até no Fantástico? Também era uma ação. De uma marca de roupas. E os estranhos, embora fossem realmente estranhos uns aos outros, eram atores e músicos.

A essa altura, você provavelmente já sabia disso tudo. Mas é que eu queria te fazer lembrar da sensação de ser enganado – de ver uma ação espontânea de produção de conteúdo na web ser desmascarada em seguida com a informação de que ela foi pensada por um grupo de publicitários para vender uma marca ou promover um conceito.

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Não existe oversharing na internet. Tá liberado postar de tudo! o/

por BIA GRANJA | 28 abril 2014

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Outro dia estava dando uma sapeada na timeline do Facebook quando me deparei com um post de um amigo que narrava os problemas de prisão de ventre que ele havia enfrentado dias antes. A narrativa da constipação era longa, detalhada e culminava (sem trocadilhos) com um supositório. Era a primeira experiência do sujeito usando o dispositivo e, claro, ele ficou tão constrangido quanto aliviado depois que o remédio surtiu efeito.

Que bom pra ele! :)

Agora eu pergunto: quem, além da Patrycia Travassos, estaria interessado nos movimentos peristálticos do meu amigo? Por que alguém compartilharia algo desse tipo, meu Deus? O post pode ser considerado oversharing?

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Quem aguenta tanto kibe?

por Nicolas Andrade | 28 abril 2014

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Pra quem não sabe, na internet, kibe é um verbo e é usado para definir cópias sem autorização, também conhecidas como plágio. Quando você ler por aí que Fulano “kibou” Beltrano, significa que Fulano reproduziu alguma coisa de Beltrano sem a prévia autorização dele, ou sem os devidos créditos. E isso começa na escola, quando você entrega para o professor aquele trabalho copiado da página da Wikipedia – como se ele não soubesse.

Os parágrafos 1 e 2 do artigo 184 do Código Penal Brasileiro preveem detenção de três meses a um ano, ou multa, em caso de violação dos direitos autorais. Ok, sabemos que ninguém precisa de um ofício para apertar o ctrl+c + ctrl+v no teclado e que não existe nenhuma patrulha anti-kibe na internet (Graças a Deus!). Mas custa escrever o nome do autor?

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Sobre o rolezinho e a velha orkutização

por Renan Dissenha Fagundes | 15 janeiro 2014

A essa altura você já deve ter ouvido falar mais de uma vez dos “rolezinhos no shopping”, que são, em uma explicação bem simplificada, jovens da periferia se encontrando em shoppings usando redes sociais (se estiver meio perdido, a gente fez um guia com links para entender melhor o rolê).

Enquanto a maior parte dos jovens nos eventos parece só querer se divertir, beijar na boca, encontrar seus ídolos do Facebook (que não, não são celebs do mainstream) e curtir a vida (fazer zueira, basicamente), outros jovens, de classe média e politizados, resolveram entender a pira com um viés político — e até marcaram rolês com uma pegada bem mais de protestos do que de festa (que é a ideia original).

rolezinho_politizado

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