A resposta da escola que usou Macbook no lugar de iPad me fez pensar

por BIA GRANJA | 23 janeiro 2015

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Você acompanhou o meme do dia de ontem aqui na interwebz, né? A SIEC, uma escola do interior do estado de Minas Gerais, divulgou uma porção de peças publicitárias em sua fanpage com imagens dos seus alunos segurando o que seria um iPad… seria, porque o gadget era, na verdade, um Macbook Pro. A gafe virou meme, saiu em todo lugar e o resto da história você já sabe.

A 1a vez que a gafe da escola chegou até mim foi através de um post no Entusiastas da Social Media, grupo no Facebook que tem mais de 16 mil membros atualmente e que dedica a maior parte das suas postagens à gongar as ações de mídias sociais dos outros. A do SIEC já tava memetizando quando eu vi no Entusiastas pela manhã, fiz um post no Twitter do youPIX e segui a vida.

Postagens como essa da SIEC são bem frequentes no grupo. Eu raramente destaco esse tipo de coisa no youPIX ou nas minhas contas pessoais por dois motivos: 1) elas são MUITO frequentes e 2) porque são, na maioria das vezes, irrelevantes – já que o povo do Entusiastas transformou a patrulha ao post alheio em um tipo de esporte que na maior parte das vezes não agrega em nada e só gera crise mesmo lá dentro do próprio Entusiastas.

Quando eu vejo algo do tipo, fico acompanhando pra ver se vai virar algum meme e, quando vira, nós aqui do youPIX fazemos o registro na Memepedia, a única enciclopédia de memes que tenta registrar a cultura viral da internet brasileira. Digo que a gente “tenta” porque faz alguns anos que a cultura memética se tornou extremamente nichada e, com esforços apenas da nossa redação, ficou bastante difícil de documentar tudo o que rola. Por isso mesmo abrimos um pedido de colaboração (por favor, colabore), pra que essa enciclopédia seja colaborativa e realmente retrate a variedade e diversidade que existe na cultura de internet hoje.

Como toda enciclopédia, não cabe a nós julgar os valores morais de cada meme que aparece. Nosso papel, é documentar o que acontece pra que se tenha um registro dessa cultura… e só. Mas alguns episódios já nos fizeram pensar bastante sobre a responsabilidade que essa necessária isenção traz. Clique pra continuar lendo

O paradoxo da liberdade de expressão no Facebook

por RENATO ALT | 20 janeiro 2015

O Facebook é como um “Feitiço do Tempo” online: todas as discussões estão presas em um eterno “hoje”. 

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Não importa sobre o que é seu post.

Alguém, em algum momento, vai dizer que é racista, sexista, extremista, de mau gosto, homofóbico, retrógrado ou qualquer outra coisa que ajude a desqualificar o seu ponto de vista para, em seguida, impor o próprio.

Muitas vezes, nem mesmo para isso.

Se a citação vem da revista Veja, o argumento não vale “porque é Veja”. Se vem da Carta Capital, também não vale “porque é Carta Capital”. Se é seu próprio ponto de vista, bom… quem é você para falar sobre isso?

A velocidade com que qualquer assunto rapidamente transforma-se em uma discussão descabida é assustadora. Hoje é fácil perceber que a maioria das pessoas começa a consumir um conteúdo já buscando nele as falhas a apontar. Se não é o caso de haver falhas, essa raiva aparece na forma do xingamento puro e simples. Exagero? Dê uma olhada, por exemplo, nos comentários de qualquer vídeo no Youtube; há discussões acontecendo há anos, literalmente.

Esse ambiente online, onde cada vez passamos mais tempo, mantém os ânimos exaltados quase que permanentemente. Afinal, se depois de séculos alguém resolve contrariar uma opinião da qual você nem mesmo se lembrava (e que pode até ter mudado), tudo recomeça. É como um “Feitiço do Tempo” online: todas as discussões estão presas em um eterno “hoje”. Clique pra continuar lendo

Je Suis YouTubê

por Wagner Martins | 15 janeiro 2015

Como usar o Youtube pra substituir os canais de notícia da televisão e ficar ainda mais bem informado

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Semana 2 desta coluna/reality show que certamente nunca será televisionada. Como poucos ainda sabem, em 2015 decidi eliminar a TV aberta e fechada da minha vida. Agora só consumo conteúdo em vídeo via internet e explico algumas das razões na coluna inaugural.

Alguns podem se perguntar: é possível se manter ligado nos fatos do Brasil e do mundo sem TV? Jovens, posso vos garantir que estou me sentindo muito melhor informado do que quem fica ligado na GloboNews e outras opções que o cabo nos oferece.

Uso como exemplo o atentado terrorista na França, assunto que dominou esta semana. Tive o privilégio de acompanhar as primeiras imagens, ainda sem interpretações de jornalistas, em canais do YouTube como a Agence France Presse Brasil e Associated Press. “Hard news” na veia.

Depois das primeiras imagens, consegui contar com a diversidade de opiniões e contextos culturais. Curto muito o canal da Al Jazeera em inglês e o Russia Today. Além de darem visão diferente da nossa mídia “judaico-cristã-ocidental”, ambos são feitos especialmente para a plataforma, ao contrário de algumas TVs que usam o YouTube apenas como repositório de matérias antigas e divulgação de programas.

Falando em “pensado pra YouTube”, não posso deixar de citar a Vice News. As iniciativas da Vice estão anos luz na frente das demais, tanto em aprendizado como em recursos. São coberturas que fazem a CNN parecer um dinossauro. Coloco minhas fichas na Vice como próximo grande membro do oligopólio de mídia global. Clique pra continuar lendo

Um aplicativo de brigas: Urban Fighter

por Márcio Marinho | 14 janeiro 2015

Seguindo a lógica do 99táxis e do Tinder, nesse aplicativo tu escolhe as pessoas mais odiáveis possíveis em um raio próximo da tua geolocalização.

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O método de escolha se dá através de “Interesses em Comum”, só que ao contrário. Você verá apenas pessoas com visões completamente opostas as tuas nas categorias:

– Time de Futebol
– PT x PSDB
– Religião
– Liberação da Maconha
– Aborto
– Pena de morte
– Veja x Carta Capital
– Criacionismo x Darwin
– BBB favorito
– MPL
– Tinder: sim ou não?
– Deus existe?
– Caetano ou Chico?
– Food Truck: babaca ou legal? Clique pra continuar lendo

Je suis Charlie e o direito inalienável de ser imbecil

por Ana Freitas | 14 janeiro 2015

O amigo Ian Black publicou no Facebook uma reflexão bastante pertinente sobre o episódio Charlie Hebdo (se você ainda está se perguntando, a pronúncia é algo como Xarlí Ebdô):

A discussão da liberdade de expressão e dos ~~~limites do humor~~~ não poderia se encaixar melhor no nosso momento político e social. Acho que podemos concordar (viu?, sempre dá pra concordar!) que estamos passando por um período de opiniões acirradas e polarizadas. Não sei se você notou, mas em momentos como esses, uma parte razoável das pessoas parece esquecer que é possível usar o Facebook sem dar uma opinião infundada sobre o assunto da moda. HEH

Usar o Facebook – mais do que qualquer outra rede social, inclusive – parece criar nas pessoas uma necessidade inexplicável de OPINAR. E opinar é bonito e desejável, contato que entendamos que o desejo de OPINAR deveria vir junto com o desejo de SE INFORMAR PROFUNDAMENTE A RESPEITO DO ASSUNTO SOBRE O QUAL ESTAMOS OPINANDO.

Como essa antiga tradição de se informar antes de opinar parece ter se perdido nos tempos modernos, é comum entrar em contato com fenômenos inexplicáveis, como aquele seu amigo que trocou a foto do perfil pra JE SUIS CHARLIE mas deseja a morte de qualquer líder político barra jornalista barra humorista que pense diferente.

A beleza de tudo isso é que esse texto, embora tente apontar a incoerência desses discursos quando eles saem da mesma boca em momentos diferentes, tem acima de tudo o objetivo de defender o direito dessas pessoas de serem incoerentes. Hipócritas. Até meio imbecis, se for o caso. Ser a favor da liberdade de expressão de verdade é defender também o direito dos outros de darem opiniões que não têm nada a ver com a sua.

É que liberdade de expressão é isso: é a impossibilidade ser punido por uma ideia (a não ser que ela incite violência diretamente, mas esse é outro papo). Quando dez pessoas são mortas por causa de uma publicação de humor, não existe nenhum “mas” que possa vir depois – nada que possa justificar tal barbárie. Seja você um cartunista que ofende grupos religiosos, um humorista que faz uma piada bem infeliz envolvendo estupro e uma cantora famosa, um político reacionário, um imbecil ou todas essas coisas juntas. O direito de ser imbecil é inalienável: se alguém se ofender demais com a imbecilidade, pode acionar a justiça, que vai decidir qual a melhor medida. Mas calar um imbecil, de um jeito ou de outro, nunca é uma opção.

 

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Por que o pau de selfie é uma coisa legal que você devia usar

por BIA GRANJA | 12 janeiro 2015

O pau de selfie transforma uma coisa que era sobre mim em algo que conta uma história sobre nós. Vida longa ao pau de selfie. :)

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Texto publicado originalmente na revista Galileu de Janeiro/2015

 

Outro dia dei entrevista para um grupo de estudantes de jornalismo cujo TCC era sobre selfie e narcisismo. Eles perguntaram o que acho desses autorretratos, já esperando uma resposta clichê sobre o quanto a prática é horrorosa e egomaníaca e deveria ser banida por decreto. Minha resposta foi: “Nada”. Real­mente não acho nada de quem faz selfie. Acho apenas que é mais uma coisa que fazemos porque se pode fazer, porque todo mundo faz, porque é o que se faz agora com as ferramentas digitais e sociais que temos a disposição e porque é o que sempre quisemos fazer.

Mas então conheci o pau de selfie. Clique pra continuar lendo

Gabriela Pugliesi: a “camarotização” da vida

por Marcos Hiller | 9 janeiro 2015

Tudo é esteticamente calculado e tratado: os enquadramentos, os ângulos, as matizes de cores, as poses, as marcas, os rótulos.

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Todas as fotos desta matéria foram tiradas dos Instagrams citados na mesma

 

O tema da redação do último vestibular da Fuvest foi sobre a chamada “camarotização”, que pode ser entendida como um fenômeno de distinção social promovido por meio de privilégios em acesso a determinados rituais de consumo. Fenômeno esse que não é de hoje, mas que ganhou mais visibilidade tempos atrás por conta do patético Rei do Camarote, que estampou dezenas de capas de revistas e portais da internet. Nunca um novo termo foi tão feliz para definirmos com exatidão a estratégia de apropriação de insta-celebridades, como Gabriela Pugliesi, uma das blogueiras fitness mais famosas do Brasil.

Para quem não a conhece, Pugliesi é uma cidadã-comum que há cerca de 2 anos, mas que ganhou status de web-celebridade por conta de seu perfil do Instagram e seu blog Tips 4 Life. Considerada pelo portal Ego (Globo.com) como “um fenômeno do Instagram”, Pugliesi abandonou um emprego formal em uma joalheria para se dedicar exclusivamente ao seu novo emprego online. Suas dicas vão desde receitas light de alimentos, tirinhas com anedotas, fotografias de situações cotidianas e todas vendendo uma espécie de “qualidade de vida”, um termo amplamente utilizado hoje em dia e que, para mim, não diz nada.

O sucesso do seu blog e do perfil no Instagram não só magnetizou uma legião de seguidoras e algumas aparições em capas de revista, mas também uma miríade de marcas de roupas, alimentos funcionais e suplementos que se aproximaram da blogueira com a intenção de que ele fosse patrocinada, e com isso endossasse determinados produtos.

Ao arrastarmos nosso dedo pela tela do smartphone e observarmos as incontáveis fotos de Pugliesi, devemos ter muito cuidado para analisar qual estratégia é essa que ela adota. Consciente ou inconscientemente, ela tem uma estratégia de apropriação do Instagram. Nessas férias de janeiro de 2015, por exemplo, ela está na praia de Trancoso com seu novo namorado, um rapaz barbudo que já ultrapassa a marca de 100 mil seguidores – no vácuo de sua nova namorada). [Nota do youPIX – o casal já tem um perfil conjunto, o @RG.4u, que ultrapassa 40 mil seguidores].

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A interação social dele, dela e, sobretudo de qualquer indivíduo em nossa sociedade, surge a partir dos propósitos individuais que incluem, entre outros, os interesses de poder, vaidade e riqueza, disse certa vez Georg Simmel, sociólogo alemão que morreu nos anos 10. E é exatamente o que evidenciamos nas fotos de Trancoso do casal. Muito evidente em todas as fotos um processo de inscrição em imaginários do consumo que denotam elementos de sofisticação, ostentação, bens materiais exclusivos e corpos minuciosa e exaustivamente tonificados. Tudo é esteticamente calculado e tratado: os enquadramentos, os ângulos, as matizes de cores, as poses, as marcas, os rótulos. As fotos em situações clichês também não são economizadas. Nos comentários, vemos uma legião de fãs, seguidoras (na maioria, são mulheres) se inspirando e se espelhando nos dizeres de Pugliesi.

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É muito complexo analisar, interpretar e sair dizendo nossa leitura sobre os conteúdos imagéticos, discursivos e sonoros produzidos pela moça. Mais que isso, ter uma visão crítica de todo esse fenômeno contemporâneo e cair em argumentos simplistas é uma armadilha muito fácil. Por isso, eu procuro me preparar muito para analisar um bom objeto de pesquisa como esse. Eu busco a lupa de autores contemporâneos das áreas de comunicação e consumo para me aproximar desses objetos. Sim, a estratégia de Pugliesi é um objeto de pesquisa tão bom que virou tema de um artigo científico que publiquei em um congresso de comunicação da UFRGS em 2013. Para lê-lo inteiro, baixe meu último livro, ONdivíduos e procure no índice. É um dos últimos textos chamado “Reality Show Fitness”.

O casal-modelo vende de forma impecável uma camarotização da vida. Afinal, nesse universo do hiperconsumo em que estamos inseridos, há uma infinidade de benefícios, bem-estar material, melhor saúde, mais informação. Tudo isso é entregue na palma de nossa mão, de graça e sem necessidade de pulseirinha. Pugliesi contribui para tornar possível uma maior autonomia de suas adoradas seguidoras nas ações cotidianas na busca do utópico corpo-perfeito, namorado-perfeito, roupas-perfeitas, viagens-perfeitas. Afinal, como disse certa vez o filósofo francês Gilles Lipovetsky, as atividades mais elementares da vida cotidiana tornam-se problemas para nós e causam interrogações perpétuas, como a alimentação. O que devo comer? Que horas? De que forma?

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Mas Gabriela Pugliesi é o oráculo com o qual 915 mil seguidoras sempre sonharam e que nos entrega todas essas respostas à la carte. Tudo isso faz muito sentido, pois vivemos numa era onde o agora é a hora da desorganização das condutas alimentares, da cacofonia das referências e critérios. Trata-se não mais tanto de comer quanto de saber o que comer, de tão presos que estamos entre os estímulos gulosos e o modo de nos alimentarmos mal, de consumirmos muito açúcar, muita gordura, corantes, de nos tornarmos obesos em uma sociedade que apresenta como modelo a ditadura da magreza.

Clique aqui pra continuar lendo o texto no portal Administradores >>>

 

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Um “Feliz 2015″ sem TV!

por Wagner Martins | 8 janeiro 2015

Tenho duas certezas sobre TV. A primeira é que ela faz mais mal do que bem. A segunda é que seus dias estão contados. 

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Tenho duas certezas sobre TV. A primeira é que ela faz mais mal do que bem. Absorver informação pelos canais tradicionais, abertos ou a cabo, é tão saudável quanto ingerir fast-food. Em um mundo onde qualquer fonte de informação ou entretenimento produzida pela humanidade está disponível pra ser acessada a qualquer hora e lugar, gastar tempo com novela, Jornal Nacional ou reality shows é, no mínimo, equivalente a ter uma dieta com pouco valor “nutricional”.

A segunda é que seus dias estão contados. A TV vai acabar. Não a tela dominando a sua sala. Ele vai continuar lá, cada vez maior e mais cheia de pixels.  Me refiro ao fim da TV no seu paradigma de negócio atual, onde poucas organizações controlam o privilégio de transmitir conteúdo nessa tela dominante da sua sala.

Por estas duas certezas, resolvi expurgar a TV da minha vida em 2015.

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O homem fiel já nasce morto ou “A morte do Branded Content”

por Maurício Mota | 8 janeiro 2015

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Quando a Bia me chamou para escrever esse artigo fiquei muito feliz. Por dois motivos. O primeiro é que há tempos descobri o significado da palavra Zeitgeist quando trabalhei com o Ricardo Guimarães na Thymus e o segundo foi que em 2014 eu tive a honra de ter sido jurado da categoria de Branded Content em Cannes e chamado posteriormente para redesenhar a categoria com outras 4 pessoas de todo o mundo. Sinal de que o Festival de Cannes – importante referência de excelência do mercado – está aprendendo a ler o “espírito do tempo”.

Mas a maioria dos anunciantes não.

Esse ano foi o ano da blablatização dos termos branded content, storytelling, native advertising. Chamo de blablatização quando um termo novo ou diferente vira “etc” em power point.

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Desobediência

por BIA GRANJA | 25 dezembro 2014

Todo dia deixamos de fazer escolhas na internet e não nos damos conta do quanto nossas vidas são moldadas por coisas que simplesmente não nos representam.

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Texto publicado originalmente na revista Galileu de Dezembro/2014

 

Eu tenho uma neura tão grande de gente me dando ordens que me irrito com a mulher do Waze me falando para virar à esquerda, à direita ou seguir em frente. Será que não dava pra ser menos mandona e de repente mudar a frase pra “que tal virar à direita?”, “seguir em frente pode ser uma boa opção, o que você acha dela?”. Me incomodaria menos.

Você pode achar que sou louca por me irritar com um aplicativo e uma voz do além que estão ali pra me ajudar. Mas já parou pra pensar que quanto mais você usa o Waze, menos tem controle sobre o seu caminho? Você chega a um lugar e não tem a menor noção de como foi parar ali. Se o celular perde o sinal periga ficar preso em algum ponto da cidade e só ser resgatado dali a alguns dias.

Parece idiota, mas isso tudo tem a ver com escolhas. Às vezes, no mundo digital, não percebemos que outras pessoas, aplicativos, robôs, algoritmos ou corporações estão nos impondo caminhos, estilos de vida ou opiniões. Clique pra continuar lendo