Aplicativos pra conhecer gente e a felicidade que não existe

por Neto | 24 novembro 2014

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Algumas pessoas sofrem de auto-estima exagerada.
Amor próprio superdimensionado.
Pessoas que saem sorrindo até em raio-x de fratura de crânio.
Gente que toma choppinho no fim da tarde.
Gente que viaja no final de semana.
Que faz jogging pela manhã.
Fujo deles como vampiro do alho.
Aliás, por falar em alho, se tem uma coisa que afasta as pessoas de mim é uma bela porção de alho frito na manteiga Aviação. Mas isso é para outro post.
Ninguém com bom senso, ninguém que leia o maldito jornal, uma vez por semana que seja, tem tanto motivo para ser feliz.
Cogito, ergo patior.
Penso, logo sofro.
Esses aplicativos para se conhecer pessoas são um bom lugar para encontrar gente feliz. Clique pra continuar lendo

Já experimentou o novo Facebook?

por BOB WOLLHEIM | 21 novembro 2014

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Faz pouco tempo, o Facebook acrescentou um novo feature que já vinha sendo testado faz algum tempo: o upload de vídeos nativos na rede social. A novidade nem é tão novidade assim, faz tempo que é possível embedar vídeos na plataforma, mas os efeitos, me parecem, foram enormes.

Diria até que esse feature mudou o Facebook radicalmente. Explico.

Outro dia, dando aquela navegada geral no final do dia para ver o que estava rolando com meus amigos, ler as fofocas, saber dos memes do dia, acompanhar as fights (somos humanos! – hehe) e outras atualizações… constatei que, mesmo depois de meia hora de navegada, eu continuava sem saber quase nada dos meus amigos, nem das fofocas e muito menos das fights, e tinha ficado o tempo todo só vendo vídeos, alguns novos, dezenas de antigos, que estavam sendo postados aos milhões na plataforma!

Ok, eu não tinha desligado o auto-play, o que fiz na sequência, e resolvi observar a minha navegação nos dias seguintes mas… Clique pra continuar lendo

[Impressão Digital] A guerra do áudio

por Alexandre Matias | 19 novembro 2014

Não é só no terreno do vídeo online que as coisas estão se mexendo rápido – a guerra do áudio transforma o YouTube em rádio, põe o futuro de serviços de streaming de música em xeque e vai muito além de artistas, clipes e gravadoras

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É comum nos esquecermos do YouTube. O site já está tão introjetado em nosso inconsciente que, como seu comprador, o Google, quase não lembramos de sua importância quando precisamos usá-lo. Da mesma forma que procuramos no Google qualquer dúvida corriqueira – um endereço, o jeito de soletrar um nome, o diretor daquele filme -, entramos no YouTube sempre que precisamos procurar qualquer registro em vídeo sem sequer pensar que estamos no YouTube. É o segundo buscador mais utilizado da internet – ele só perde para o próprio Google.

Por isso que o Facebook fez tanto alarde quando ultrapassou o YouTube em vídeos mais assistidos em desktops, trazendo à tona a tal “guerra do vídeo” que mencionei na coluna anterior. Pode ser uma trapaça do Facebook com nossa conivência (afinal basta rolarmos a timeline para que os vídeos do site de Mark Zuckerberg comecem a tocar, enquanto no YouTube ainda precisamos apertar o play), mas é algo que mexeu justamente com o fato de termos associado vídeos na internet com o YouTube.

Mas o YouTube não é só vídeo e na semana passada ele também nos lembrou disso, ao lançar o YouTube Music Key. O serviço nos lembra que o YouTube é também a maior rádio do mundo, além de um substituto prontinho para virar a nova MTV. Ao criar uma aba que separa conteúdo em vídeo de conteúdo musical, ele discretamente acena para nos mostrar que não são o maior canal de vídeos do mundo apenas – são o maior site de streaming que existe (para todo tipo de conteúdo) e com um modelo de negócios bem definido. Clique pra continuar lendo

Kim Kardashian e a capa da Paper: servir bem para servir sempre

por Juliana Cunha | 14 novembro 2014

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Bunda de Kim Kardashian na Paper Magazine pode ter quebrado a internet, mas dificilmente quebra paradigmas. A pose equilibrando uma taça de champagne no traseiro que ilustra a capa da revista é uma referência direta à foto “Champagne incident”, feita pelo mesmo fotógrafo, Jean-Paul Gourde, em 1976 e publicada no livro “Jungle Fever”, cuja capa traz Grace Jones, uma mulher negra, de quatro, mostrando os dentes dentro de uma jaula minúscula.

Na foto de 1976, a modelo negra Carolina Beaumont aparece nua (acima). Já Kim, que é descendente de armênios e casada com um negro, aparece coberta de pérolas e paetês. Enquanto a nudez destituída de Beaumont parece representar a posição servil da mulher negra, as joias e as roupas de Kim mostram que dinheiro e pele clara não resolvem o problema das minorias e que um corpo feminino “exótico” ainda merece escrutínio público. Que o mesmo fotógrafo tenha tido a pachorra de recriar sua pérola racista 38 anos depois mostra o quão pouco o debate racial e de gênero avançou na imprensa mainstream. Clique pra continuar lendo

Como a blogalização é importante para a globalização

por Diego Remus | 12 novembro 2014

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Group of Business People Working on an Office Desk

World Wide Web, weblog, blog, blogar. A gente manja disso. Já os economistas, governantes e empresários manjam de globo, global, globalizar, globalização, termo que surgiu há poucas décadas, junto com a web, e costuma ser explicado como a conexão mundial entre os mercados e culturas.

O que pouca gente comenta é que a globalização é um movimento que espalha produtos, serviços, a economia e o desenvolvimento dos países mais desenvolvidos para os menos desenvolvidos. É uma força importante para difundir a inovação. Também, a globalização faz uma coisa chamada de inovação reversa, que acontece quando a inovação é gerada em países economicamente menos desenvolvidos e levada para o mundo, inclusive para os países mais desenvolvidos.

Pois bem: como seria possível que o mundo soubesse de novos produtos, serviços, tendências e fatos sem um meio ágil e eficiente? Estou falando de meio de comunicação, de mídia. E nenhum “meio ambiente de ideias” é mais eficiente do que a web para espalhar conteúdo através do tempo e do espaço. Afinal, tudo fica disponível de forma fácil em qualquer lugar (bem, nem sempre na China, que tem suas burocracias tecnológicas e políticas mais restritas) e a qualquer momento.

Temos então os geradores de conteúdo da web como um verdadeiro motor de conhecimento (tanto no sentido mais raso do termo quanto no mais profundo). Nós todos que blogamos e compartilhamos somos o braço direito dos motores de busca, somos as pessoas-chave para as palavras-chave. Somos uma força ativadora e enriquecedora da globalização: nós fazemos a blogalização!

Nós ajudamos o mundo a saber sobre si. Empresas, sociedades, comunidades não teriam uma globalização tão forte sem o nosso trabalho. A comunicação que fazemos é um vetor econômico da globalização. E por isso é tão do caralho!

[Impressão Digital] A guerra do vídeo

por Alexandre Matias | 7 novembro 2014

A disputa de audiência entre Google e Facebook é só o prenúncio de uma mudança ainda maior – a passagem do texto para o vídeo

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Há uma guerra acontecendo nos bastidores da web. Não estou falando de geopolítica digital nem de deepweb, pois essa briga acontece sob nossos narizes e não no submundo da internet. Somos todos cúmplices, vítimas e parceiros das mudanças que vêm ocorrendo – e ela definirá o futuro da web. É a guerra do vídeo.

Desde que a web se popularizou, no início dos anos 90, ela é um meio escrito. Por mais que a possibilidade multimídia já estivesse presente desde os primeiros rascunhos de Tim Berners-Lee, a grande comunicação através da rede acontece no formato de texto. O MP3 e o Flash permitiram que som e vídeo aos poucos entrassem entre os parágrafos, mas nem a popularização da música digital (via pirataria, iTunes ou sites de streaming) nem a aquisição do YouTube pelo Google (na maior transação financeira do mercado digital da década passada) foram suficientes para destronar o texto como principal formato da comunicação online. E-mails, SMS, newsletters, sites e blogs ainda são onipresentes e por mais que as redes sociais tenham assimilado recursos multimídia elas ainda se movimentam por palavras.

Ainda. Um dos grandes termômetros de que há algo prestes a expandir nossa comunicação para além do teclado (seja ele físico ou touchscreen) foi um número que pegou a todos de surpresa: desde o meio deste ano o Facebook exibe mais vídeos do que o YouTube em desktops. Clique pra continuar lendo

[Impressão Digital] Eleições 2014: entre a zoeira e o rancor

por Alexandre Matias | 28 outubro 2014

A internet brasileira superpõe duas realidades – a onipresença do Facebook e a cara violenta do Brasil – rumo ao nosso amadurecimento político

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2014 foi um ano bem esclarecedor. Independentemente do resultado do time para quem você estava torcendo, Copa e Eleições em 2014 tiveram o tempero carregado da internet brasileira, metade zoeira, metade rancor. Milhões de brasileiros pendurados no Twitter ou no Facebook, fingiam que estavam trabalhando ou lendo mensagens no celular para ultrapassar o clichê dos 200 milhões de técnicos de futebol ou 200 milhões de analistas de política que a cada quatro anos nos incorpora.

O brasileiro online se move em hordas, grupos de conhecidos que gastam energia pegando pesado entre si e, muitas vezes, despejam bordoadas em semiconhecidos que só estão passando. A voracidade da presença do brasileiro na internet é comemorada não apenas na vice posição das maiores redes sociais do mundo mas também em hypes que vivem auges e depois desaparecem – como o Fotolog, o Formspring, o Old Reader e, aparentemente, há pouco tempo, o Ello.

Mas ela também é lamentada em jogos online por vários jogadores graças à sua natureza destrutiva – são famosos os clãs brasileiros que riem “huehuehuehue” e existem apenas para dizimar as construções de outros jogadores, sem motivo algum. O bullying online é constante nas redes sociais e isso traduz duas realidades que o Brasil vive ao mesmo tempo: a popularidade do Facebook e a história de violência do país.

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Cadê aquela Geração Y que ia salvar o mundo?

por Diego Remus | 14 outubro 2014

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Nos últimos anos, a Geração Y foi celebrada nas empresas e na mídia como divisora de águas, agente de mudanças, salvação da pátria. Articulada, descolada, conectada, motivada, criativa, a turma de pessoas nascidas entre o final dos anos 1970 e o início dos anos 1990 incomodou o status quo nas famílias e empresas mais tradicionais – nas mídias sociais também. Mas, olhando de fora e analisando com uma pesquisa, parece que a gente (e eu me incluo nessa) não é tudo isso.

Antes que digam “isso era apenas hype de publicitários e consultores de tendências, só jornalista e blogueiro acreditou”,  ou ainda “isso é o que os jovens sempre representam”, vale notar o que duas empresas norte-americanas descobriram. Elas pesquisaram jovens em 10 países e chegaram à conclusão que uma geração ainda mais nova, a Geração Z, nascida entre meados dos 1990 e meados de 2010, tem muito mais pé-no-chão para fazer a diferença e gerar resultados. Leia aqui mais detalhes sobre a pesquisa.

A Geração Y conseguiu projetar alguns “role models”, um ou outro fundador do Facebook, Tumblr, Instagarm aqui e ali. Mas, de resto, as gerações anteriores contam com muito mais casos. Talvez seja questão de dar tempo ao tempo? Isso conta. Mas a pesquisa também mostrou que, entre todos Geração Y que antes diziam “não me preocupo com o dinheiro, me preocupo com o mundo”, agora a preocupação já mudou para “preciso me manter”. Ou seja, aquele jovem que pensava em fazer aquilo que amava e colocava a felicidade pessoal acima do trabalho não existe de fato. No fim do mês, o que conta é o dinheiro na conta. E isso também já é preocupação dos Z.

Cadê aquela Geração Y que ia salvar o mundo?

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Pare de chorar sobre a privacidade compartilhada

por BIA GRANJA | 3 outubro 2014

Uma das coisas que mais me deixa irritada é ouvir que as redes sociais são culpadas pela evasão de privacidade que assola o mundo. Canso de responder a essa pergunta em entrevistas e palestras: “mas dá pra pessoa ter perfil em rede social e querer privacidade?”. Dá, pequeno gafanhoto, é claro que dá.

Sempre bato na tecla de que a internet é o que a gente faz dela. A web sozinha não é nada, cabe a nós acessá-la e usá-la de acordo com nossos interesses. Já tentou entrar no YouTube e, em vez de ver vídeos de gatinhos fofos, procurar por, sei lá, a história do mundo? A mesma lógica rola nas redes sociais. Sua timeline do Twitter é só chorume? Dá um unfollow geral. Está a fim de notícias? Siga jornais e revistas. Sua internet e redes sociais sempre serão um reflexo de você. Já pensou nisso? Se a coisa está ruim, de repente você tem de repensar o seu eu. Profundo, né? Clique aqui pra continuar lendo minha coluna na revista Galileu >>>

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Símbolo de uma era, Orkut democratizou a internet no Brasil

por BIA GRANJA | 29 setembro 2014

O Orkut foi a porta de entrada da internet para o brasileiro. Na época em que ele se tornou popular, 82% dos usuários de internet do nosso País tiveram sua primeira experiência online graças ao Orkut e exclusivamente para usá-lo, diz a FGV. O que isso significou foi tão poderoso quanto chocante. Poderoso pois foi o primeiro canal de expressão e criatividade do brasileiro no mundo online, chocante porque revelou pra elite brasileira um País que não conhecia.

Naquela época, da web 1.0, a internet era vista como um canal de livre expressão, mas o fato é que, no Brasil, essa característica só foi mesmo aproveitada pelos usuários quando chegou o Orkut. Até então, a informação ainda era controlada por poucas famílias que do mundo offline passaram a ser donas de portais na web. A outra ferramenta que existia para dar voz ao público, os blogs, era intimidadora para a maioria.

As pessoas queriam falar, fazer parte da revolução. Assim, quando o Orkut apareceu, foi natural que a gente ficasse enlouquecido com as possibilidades da rede. O lindo do Orkut é que ele nunca teve preconceito: do morador do sertão profundo ao cara que mora no Jardins, todos tinham ali o mesmo espaço pra preencher, fotos, scraps, comunidades, testimonials… Você não podia comprar um Orkut Gold (apesar dos hoax) e se separar do resto das pessoas. Isso trazia uma sensação de liberdade gigantesca. Clique aqui pra continuar lendo >>>

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