O que Oculus, Meerkat e Snapchat tem em comum?

por Marcelo Salgado | 27 março 2015

Empatia.

Sim, dei a resposta ao mistério do título logo na primeira linha. Sou um mau colunista. Mas ponha-se no meu lugar, amigo, e aceite ler até o fim para estarmos no mesmo filme.

Onde eu estava? Ah, sim, empatia. Empatia é a ciência jedi power arte de colocar-se realmente no lugar do outro. Aqui tem um filme incrivelmente simples e perfeito sobre isso. Empatia é sinônimo de social.

Em inglês, a expressão para “por-se no lugar do outro” é uma das minhas preferidas: “put oneself in else’s shoes”. Tradução literal e grosseira: calçar os sapatos de alguém. Tecnicamente, se você calça os sapatos de alguém fica exatamente no mesmo ponto de vista da pessoa. Mesmos ângulos, mesmos sentimentos, mesmo mundo.

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Esta semana aconteceu o Facebook F8, conferência anual do Facebook para desenvolvedores, e o segundo dia foi aberto com um keynote do Michael Abrash, Chief Scientist da Oculus, a criadora do Oculus Rift, gadget que vai estar na mão de todo mundo – diz o tio Mark, que acaba de comprar a empresa – nos próximos anos. De fato, eles acabam de prometer que vai ser possível jogar em realidade virtual ainda em 2015. Clique pra continuar lendo

Assista agora: 4 vídeos pra você pagar de intelectual e arrasar nas discussões políticas!

por Wagner Martins | 18 março 2015

Estou convencido de que escolhi um bom ano para eliminar a TV da minha vida. Se já está confuso acompanhar os acontecimentos políticos no país pela internet, imagino o que eu estaria sofrendo se estivesse consumindo o que os canais de TV costumam servir para o público.

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“Olhamos pra grande mídia como um meio que vai nos dizer o que importa,
mas ela nós dá, principalmente, conteúdo que vai nos excitar”.

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Temos a tendência de ficar mais preocupados com o que aconteceu nas últimas 24 horas, mas pouco nos importamos com o que aconteceu nos últimos 500 anos. Não pretendo, com esta afirmação, chamar ninguém de burro, mas quando você passa a depender de Constantinos e Sakamotos para se expressar, tem algo muito errado.

A boa notícia é que, em um mundo pós-TV, está cada vez mais fácil estudar. Infelizmente para quem não entende inglês as opções são mais limitadas, mas logo o sistema de legendagem colaborativa do YouTube deve se popularizar e todo este conhecimento ficará mais acessível. Fica aqui o apelo ao canal The School of Life: POR FAVOR TRADUZAM O SEU CONTEÚDO! O povo brasileiro precisa de vocês! Clique pra continuar lendo

A inovação começa no coração #SXSW15

por Patrícia Marinho | 18 março 2015

Ontem foi o quinto e último dia do SXSWi. Hora de fazer um resumo. Eu poderia fazer uma lista de todas as inovações que vi por aqui. Afinal, isto é o que a maioria das pessoas que conhecem o evento espera. Mas este foi o meu quarto ano aqui e mais do que olhar para as tendências digitais do ponto de vista racional (para isto basta dar uma lida na cobertura dos mashables da vida sobre o evento), eu prefiro falar do ponto de vista emocional. Se eu tivesse que resumir os aprendizados do SXSWi em uma frase, seria esta aqui.

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A gente dá voltas e voltas na tecnologia, mas no fim o que importa são as pessoas, as conexões entre elas e o que as move. Não adianta achar que a tecnologia vai, sozinha, resolver os problemas do mundo. Clique pra continuar lendo

Dos Haptics aos Clones da Mente, o que vem por aí segundo os futurólogos do SXSWi

por Patrícia Marinho | 17 março 2015

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Depois de dois posts práticos, vamos para um post mais cabeça? Afinal, o SXSWi é famoso pela sua capacidade de apontar o THE next thing que vai acontecer na internet e aí é impossível não ver algumas das apresentações que apontam tendências. Algumas são sobre tendências mais imediatas, tipo qual é a plataforma ou a tecnologia que você deve prestar atenção em 2015. Outras são papos completamente malucos para os mortais como nós. Tipo, que tal você ter um clone da sua consciência?

Deixa eu começar pelas tendências imediatas. Vi uma palestra da Amy Webb, uma futurologista que ganha dinheiro dizendo para as empresas para onde elas devem olhar se quiserem estar antenadas com as novas tecnologias. Para uma sala lotada, ela falou as 5 mais importantes tendências digitais do momento. Vou citar 3: Clique pra continuar lendo

O que faz um conteúdo ser compartilhado, segundo os palestrantes do SXSWi

por Patrícia Marinho | 16 março 2015

O que faz um conteúdo ser compartilhado? Essa é uma pergunta chave para todo mundo que, como eu, está aí produzindo informação e buscando engajamento para o seu conteúdo. Ela é tão importante que foi o tema central de várias palestras que vi por aqui no SXSW até agora. The Art of Social Media, The Future of Distributed Content, The Art and Science of Shareability…. se quiser, você pode fazer um evento todinho dedicado a este assunto (mas não vale a pena porque todo mundo acaba se repetindo).

Mas, afinal, qual é a resposta, você deve estar se perguntando? Adoraria poder dizer que é só “Fazer um bom conteúdo”. Mas isso não é suficiente. Tem muito conteúdo bom sendo produzido todo dia sem ganhar escala. O ponto é que além da criação é preciso uma boa dose de ralação e ciência para o conteúdo se espalhar por aí.

O Buzzfeed lançou a 5 meses o BFF, uma unidade dedicada a produção de conteúdo para outras plataformas que não o site (não, eles ainda não têm um modelo de remuneração para isso). Isso porque, no caso dos vídeos por exemplo, só 5% dos views vem do site. A obsessão deles é produzir conteúdo que seja o mais espalhável possível. E disso esses caras entendem. Acho que vá vi a polêmica do vestido ser mencionada umas 5 vezes até agora. Da palestra da Summer Burter, head da BFF, vieram estas 6 dicas para quem quer fazer conteúdo que vire assunto:

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Mas o próprio Buzzfeed também abusa dos algoritmos e das ferramentas para saber o que postar e onde, especialmente agora que a “social media virou paid media” como disse o Jordan Kretchmer do Lifevyre. Até modelo estatístico que consegue medir o “social reproduction rate” eles têm. E mesmo assim, o Buzzfeed gera uma infinidade de posts que geram 10 mil views para cada blockbuster de viralização.

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Neuroplasticidade e como se destacar na internet #SXSW15

por Patrícia Marinho | 15 março 2015

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Ontem foi o primeiro dia do SXSW Interactive, o festival que reúne anualmente, em Austin, Texas, as principais cabeças da comunidade digital para discutir o impacto da tecnologia nas mais diferentes áreas, como saúde, entretenimento, educação, marketing, ciência, moda. São mais de 800 palestras durante os 5 dias de evento. Tem assuntos para todo os gostos. Da IoT (Internet of things) à discussões sobre o impacto global dos movimentos sociais possibilitados pela mobilização das redes sociais, passando pelo futuro do transporte nos grandes centro. Cabe a você fazer a curadoria e escolher um ângulo para aprender e se inspirar.

O que torna este evento especialmente interessante é justamente o fato de que cada um monta o evento do seu jeito e portanto acaba tendo uma experiência diferente. Eu escolhi focar em palestras mais práticas, que falem sobre estratégias de criação e distribuição de conteúdo, além dos impactos da internet, do social e do mobile no comportamento dos indivíduos. A partir de hoje farei um resumo do que vi em cada dia para compartilhar com vocês.

Você já ouviu falar em neuroplasticidade? Trata-se da capacidade do nosso sistema nervoso de se adaptar aos estímulos externos. Por exemplo, as pessoas que cresceram vendo TV preto e branco tem 5 vezes mais chance de sonhar em preto e branco também. Louco, né? Pois Dan Manchen e Felix Morgan da agência inglesa Hey Human vieram mostrar que o digital teve um profundo impacto no comportamento das pessoas. Isso em si não é novidade, mas graças a neurociência é possível entender que impacto foi esse no nosso cérebro.

As diferentes telas tornaram a noção de ser multitarefa uma prática cotidiana. As pessoas acham que estão fazendo muita coisa e fazendo todas elas direito. Na verdade, esse excesso de estímulos nos tornou Task Switchers, ou seja, passamos de uma tarefa para a outra, sem nos dar conta de que não temos nem qualidade e nem profundidade em cada uma delas. Clique pra continuar lendo

Praqueles que “acham que estão ficando velhos” pra acompanhar a internet

por BIA GRANJA | 9 março 2015

Coluna publicada originalmente na Revista Galileu

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Nada me irrita mais do que ver alguém usando o argumento “acho que estou ficando velho” para justificar quando não gosta de alguma coisa. Na verdade é tipo um não argumento, né? Velhos, todos vamos ficar, e isso não deveria fazer você se tornar uma pessoa mais preconceituosa. Se não gosta de alguma coisa, defenda sua posição com algo mais sólido do que “estou ficando velho”.

E esse argumento é usado muito por essas bandas digitais. Como na internet as coisas acontecem na velocidade da luz – uma rede social que era legal deixa de existir em poucos meses, um aplicativo que era febre fica datado em poucas semanas, celebridades surgem da noite para o dia, gadgets são lançados a todo momento etc. –, esse é um dos argumentos mais usados pelas pessoas que, por medo, preguiça (mental e física) ou preconceito bobo, se privam de conhecer algo novo. Clique pra continuar lendo

5 atitudes que fazem a Netflix estar de parabéns

por Wagner Martins | 3 março 2015

Passou o Carnaval, 2015 começou de verdade para muitos e sigo aqui no site jovem youPIX, escrevendo sobre a minha resolução de experimentar a vida sem TV. Decisão controversa segundo a polícia, pois dizem que esse é o primeiro degrau para drogas mais pesadas como ler livros ou fazer um curso de teatro.

Como esta não é uma coluna interativa, observei o comportamento de vocês nos últimos dias e percebi que é Netflix que vocês querem. Tá pouco Netflix. O Silvio Santos fez merchan do Netflix. O Eduardo Cunha virou o Frank Underwood. Ok! Vamos falar de Netflix.

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Eu não sou assinante. Já fui até o meio do ano passado, mas dei um tempo por conta de uma overdose de metanfetamina. Posso voltar a ser caso o CEO deles também me ache relevante como o Silvio Santos e me arrume uma assinatura vitalícia grátis. Afinal, aqui é youPIX! Não somos a Globo da Interwebs (Não Salvo), mas mantemos um honrável segundo lugar na cobertura zoeira, igualzinho o SBT.

Para convencer Reed Hastings que sou digno de tal honraria, atentem para a lista “5 atitudes que fazem a Netflix estar de parabéns“, porque vocês sabem que não existe mais vida inteligente na internet que consiga perder tempo com qualquer outra coisa que não seja uma lista. Clique pra continuar lendo

Sobre o polêmico vídeo do Cauê Moura: Youtube Teen

por BIA GRANJA | 24 fevereiro 2015

Dá o play aí antes da gente começar…

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Ontem a noite me deparei com esse vídeo aí em cima do Cauê Moura descendo a letra na nova geração de youtubers que, ao invés de se preocupar em produzir um conteúdo foda, fica pagando de alegre com seus fã-clubes. Como se a fama fosse mais importante que o conteúdo e tal.

Eu também acho que existe muito estrelismo nesse mundo youtúbico. Como curadora de um evento que reúne e fomenta esse universo, já me vi em situações muito constrangedores envolvendo youtubers e seus egos. (DE QUEM VOCÊ TAVA FALANDO, CAUÊ??? ME CHAMA NA INBOX!)

Mas…

 

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A cultura digital é como a cultura oral… só que escrita

por An Xiao Mina | 23 fevereiro 2015

A maneira como a gente interage com outras pessoas online – seja através de palavras, imagens, música, GIFs e afins – tem muito mais a ver com uma conversa do que com difusão de informação, muito mais a ver com o ato de compartilhar do que de documentar.  

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Tendo crescido em meio a uma série de “culturais orais”, a cultura digital sempre me pareceu muito mais como uma cultura oral só que escrita. Na verdade, muitas das críticas básicas sobre como as pessoas agem no mundo online partem do pressuposto de que elas devem seguir as normas e convenções da cultura escrita.

Será que isso pode nos ajudar a entender o alvoroço em torno do significado dos paus de selfie, das imagens de comidas e outros aspectos aparentemente estranhos/curiosos da cultura digital? Sim, eu diria! Onde alguns veem narcisismo e auto-obsessão, eu vejo uma fusão da cultura impressa com a cultura oral.

Em 2011, a tecnosocióloga Zeynep Tufekci observou que grande parte da cultura ocidental de língua inglesa vem de uma tradição cultural letrada. E isto nos leva a mal-entendidos sobre a forma como a web funciona. E como é que a web funciona? Bem, ela se parece muito mais com uma conversa oral do que com uma escrita. Clique pra continuar lendo