Através dos fios e cabos de rede, os jovens de hoje criam uma nova expressão e uma nova cultura. Colaborativa, visceral, multifacetada… essa manifestação cultural já quebrou um sem número de paradigmas e transcendeu para além da rede.

O youPIX Festival é onde a internet se encontra fora da internet pra celebrar essa cultura. No evento, jovens que tem uma relação estreita com a tecnologia e o universo digital podem se encontrar pra discutir e curtir a internet, seus personagens, comportamentos e tendências.

youPIX Festival 2014: A internet não gosta das mulheres

por youPIX | 18 julho 2014

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*Por Talita de Alencar e Marcel Niotoro, repórteres especiais do youPIX Festival 2014

No palco: Juliana Faria (Think Olga), Estela Machado (For You), Jéssica Ipólito (Gorda e Sapatão) e Nana Queiroz (Eu Não Mereço Ser Estuprada) debatem A Internet Não Gosta das Mulheres.

Juliana iniciou a discussão sobre as diferenças do assédio que homens e mulheres recebem na rede. Dentro desse debate,  Nana Queiroz citou o projeto que surgiu da indignação com os resultados da polêmica pesquisa divulgada pelo IPEA e sobre todo o impacto que isso trouxe para sua vida. A ativista citou exemplos de como os comentários na internet são cruéis e de como as pessoas agem deliberadamente.

– O feminismo é odiado na internet e foi lá que ele ganhou força —  não são só as feministas que sofrem preconceito e ofensas na internet, hoje, qualquer atividade online, beira a esse tipo de violência.

– As pessoas enxergam xingamentos e violência como algo “rude” na internet, se não envolvem o físico não é violência propriamente dita.

– Nana Queiroz comentou sobre a possibilidade de ter uma Lei Maria da Penha para a internet. Quem está apresentando o projeto é Romário, ex-jogador e deputado. A iniciativa se chama Lei da Pornografia de Vingança, de número 6630 de 2013, que protege pessoas que sofrem violência na rede.

– Jessica: o feminismo está acordando a internet, ele já existia mas tem movimentado debates e fazendo as pessoas brigarem pelos direitos humanos, independente de quem somos. E que, algumas pessoas entendem que as mulheres querem defender o direto de serem iguais aos homens, mas na verdade, estamos lutando com a violência. Além de ser importante lembrar que para lutar pelos direitos é preciso ter objetivos claros.

– Os comentários depreciativos na rede não agregam nenhum valor as causas feministas.

– A internet é sadia e produtiva na disseminação da informação para pessoas que não conhecem e quanto mais conseguirem levar a temática além da rede, melhor será para a sociedade.

Quem escreveu:

youPIX / @youpix

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