Como ganhar dinheiro na internet sem depender de marcas

por LEO MAIA | 5 março 2015

6 modelos alternativos de receita pra produtores de conteúdo

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Quem trabalha produzindo conteúdo pra internet sabe que é dura a vida de quem precisa pagar as contas no final do mês mantendo a qualidade, relevância e a frequência do conteúdo publicado. Monetização é um dos assuntos mais velhos e desafiadores pra produtores de conteúdo na Era Digital, não só pros “independentes” ou representantes da “nova mídia”, mas também pros grandes portais e veículos da “velha mídia” que precisam se adaptar aos “novos tempos”. (Nossa, quanta aspa)

Já existem discussões infinitas sobre os modelos adotados por jornais na web, como Estadão, Folha, Wall Street Journal, New York Times e afins… e por isso nós vamos focar aqui na nossa comunidade, a dos criadores de conteúdo “independentes” (blogueiros, youtubers, etc).

Como um blogueiro, podcaster, youtuber, instagramer, viner ou snapchater ganha dinheiro hoje? Basicamente de três maneiras:

  • Display media (é o famoso banner, modelo baseado única e exclusivamente em audiência, por isso pouco vantajoso pra quem não tem centenas de milhares de views ou pageviews por mês, como os grandes portais – que aliás também estão sofrendo com CPMs cada vez mais baixos)
  • Publieditorial e Native Advertising (a marca “compra” um espaço editorial no seu canal e coloca conteúdo ali OU você, com o seu jeitinho, faz um conteúdo bacana pra marca dentro do seu canal)
  • Imagem (que é quando a marca compra a influência do criador de conteúdo e a sua figura – pra fazer merchan, participar de campanhas etc).

Pro cara que faz parte da comunidade de creators independentes (blogueiros, youtubers, etc, etc, etc), os dois primeiros formatos, que tem mais a ver com o canal (web e social) e menos com a pessoa, trazem um sustento mais sofrido. Mas os 3 são complicados. Por que? Clique pra continuar lendo

Sobre essa modinha de tudo ser vídeo na internet

por Gustavo Teles | 12 fevereiro 2015

Você é blogueiro, youtuber ou apenas criador de conteúdo? Bons criadores não se limitam à plataformas, eles criam conteúdo relevante e pronto.

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Nas últimas semanas tenho visto uma discussão sobre a transição – ou não – do mundo escrito dos blogs para o mundo assistido do áudiovisual, gerada por essa coluna da Bia Granja aqui no youPIX. Li textos incríveis sobre esse paradigma, onde gente muito entendida do ecossistema de conteúdo na internet formulou opiniões, fez projeções e previsões ou deu apenas aquele bom e velho pitaco quando surge uma polêmica.

Confesso que sempre fico com um pé atrás quando surge alguma “modinha”. Geralmente eu a observo bem de perto e busco compreender qual o ponto inicial desse movimento, na tentativa de me antecipar em relação a tudo que virá em seguida. Em relação a conteúdo, tenho alguns pontos de vista lógicos. Acredito que não se pode pensar em conteúdo sem parar para analisar profundamente as pessoas. É antropologia pura! Compreender como se formam as culturas e, consequentemente, como elas propagam seus princípios ao longo de gerações é essencial.

Quando o comportamento humano é a base pra tudo que pensamos sobre conteúdo e pensando especificamnte em vídeo, a conclusão é óbvia: é claro que estímulos visuais são extremamente eficazes no compartilhamento e conscientização de culturas, formação de hábitos e construção de pensamento. Se a mensagem a ser propagada conseguir reunir áudio e visual com o timming de compreensão da geração com a qual você pretende se conectar, então você se torna Rei em terra de cegos. Digo isso, pela escassez de bons tradutores de comportamentos das gerações atuais. Clique pra continuar lendo

A opinião da blogosfera sobre o que aconteceu com a blogosfera

por BIA GRANJA | 6 fevereiro 2015

Os blogueiros tiveram que se reinventar. (…) Esses ~blogueiros sobreviventes~ tem hoje um outro tipo de posicionamento, principalmente frente aos anunciantes (que é quem paga a conta, neam?). Eles viraram referência dentro de nichos e temas específicos, são reconhecidos e influentes dentro de suas especialidades. Enquanto a fama mainstream ficou com os youtubers, assim como a audiência e, principalmente, o poder de trazer resultados impactantes pra ações de marcas“.

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Essa semana escrevi um texto aqui no youPIX questionando o papel dos blogs em um cenário onde o conteúdo em vídeo ganha cada vez mais audiência e, principalmente, a atenção e dinheiro dos anunciantes. A coluna “O que aconteceu com a blogosfera brasileira?” gerou um necessário e maravilhoso debate.

Além do tema ser amplamente discutido nas redes sociais, alguns blogs participaram da reflexão e postaram em suas páginas opiniões sobre a minha opinião. Pra manter ~a mesa redonda virtual~ viva, fiz aqui um apanhado de alguns pontos e visões publicadas em blogs ou caixas de comentário por aí. Outras tantas opiniões muito válidas podem ser encontradas a partir do blogs e comments que eu linko aqui. Quem tem interesse no assunto tem aí a chance de fazer uma verdadeira imersão. Eu recomendo!

 

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O que aconteceu com a blogosfera brasileira?

por BIA GRANJA | 3 fevereiro 2015

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Lembro quando, no ano passado, o Cid do Não Salvo, após ganhar mais uma vez o prêmio de blog do ano no youPIX, comentou comigo que o Não Salvo é a resistência. O que ele quis dizer é que, em uma premiação inundada de influentes que tem no vídeo seu principal formato criativo e de distribuição, ele é um dos únicos premiados que vem de outro ecossistema, a blogosfera.

E ele tem razão. Dos grandes nomes superstars da internet hoje, daqueles que tem uma legião de fãs que os cercam em eventos querendo selfies e autógrafos e protagonizam cenas “fã-ídolo” daquelas que a gente só via rolando com artistas de TV ou do rock, o Cid é o único que não é youtuber.

Não estou falando que o blog vai morrer, que quem bloga não tem relevância ou nada disso. Só estou dizendo que, desde que o Youtube entrou na jogada como ferramenta de expressão, os blogueiros perderam uma grande parte de sua grandeza e, em alguns casos, seu propósito. Clique pra continuar lendo

Agora é obrigatório avisar se o seu conteúdo é patrocinado – funciona assim lá na Grã-Bretanha

por LEO MAIA | 3 dezembro 2014

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Uma série de Youtubers ingleses foram contratados para produzir videos promocionais para um determinado produto. Nos vídeos, nenhum aviso de que aquela indicação de produto que parecia tão natural era, na realidade, paga! A BBC foi atrás dos produtores de conteúdo e descobriu que a prática era comum entre eles. Parece com alguma outra história que você conhece?

Pois é, essa história não parece ter nada de novo em relação ao que a gente vê acontecendo aqui na web brasileira, inclusive já discutimos muito sobre esse assunto aqui no site e no youPIX Festival – somos a favor do publieditorial, desde que ele valorize o conteúdo do produtor de conteúdo e respeite a audiência que acompanha aquele canal, sendo sempre identificando como conteúdo patrocinado. Inclusive porque essa discussão de identificar quando você está fazendo um conteúdo de marca nem deveria existir, já que o Código de Defesa do Consumidor é bem específico em dizer que é proibido fazer campanha velada no Brasil. Clique pra continuar lendo

Belas Artes agora tem curso de graduação para… blogueiras de moda

por BIA GRANJA | 31 outubro 2014

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Imagem: @NanaRude

 

Em pleno 2014 tem gente que insiste em perguntar “se dá pra ganhar dinheiro com internet”. Esse lance de ~trabalhar com internet~, ganhar a vida fazendo blog, vídeo pro youtube e afins ainda é visto com desconfiança por uma parcela grande da sociedade e profissionalizar o meio é um enorme desafio pra quem vive de uma profissão que foi inventada pelas demandas e oportunidades de um mundo cada vez mais digital.

Sim, blog é uma profissão. Tem muitos blogueiros ganhando muito dinheiro por aí na internet, sobretudo no ramo da moda. Por conta do assunto, que é naturalmente ligado à consumo e poder aquisitivo, o dinheiro de marcas meio que transborda entre as blogueiras que vivem de look do dia, dicas de make e “estilo de vida”.

Criar conteúdo na internet e ganhar dinheiro com isso deve estar entre os maiores sonhos da geração que nasceu e cresceu conectada, daí que já tava demorando pra alguma universidade criar um curso de graduação oficial pra blogueiros, né?

Com consultoria de Alice Ferraz, a co-fundadora da F*Hits, primeira, única e maior rede de blogs de moda do Brasil (e também alvo de muitas polêmicas), a faculdade Belas Artes acaba de lançar seu curso de “Mídias Sociais Digitais“.

A imagem que abre essa matéria é de divulgação do curso. Clique pra continuar lendo

Meu primeiro… post em um blog

por Pedro Katchborian | 28 agosto 2014

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Temos várias “primeiras vezes” na internet e, a cada semana, vamos trazer um compilado com algumas histórias de convidados sobre esse momento inicial de contato com a rede. Semana passada a gente mostrou o primeiro contado dos nossos convidados com porn na web, hoje, a gente foi atrás de algumas das pessoas que fizeram parte da construção da blogosfera no Brasil e perguntamos:  qual foi o primeiro post que você fez em um blog?

É bem legal pra ver o que mudou: a pessoa começou escrevendo sobre o que? Mudou muito? Como era o layout do blog? Em que ano foi? Veja essas e outras curiosidades contadas por Thiago Mobilon (Tecnoblog), Rosana Hermann (Farofa), Bic Muller (Morri de Sunga Branca), Carlos Cardoso (Contraditorium) , Edney Souza (Interney) e Phelipe Cruz (Papel Pop):

 

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No Dia do Blogueiro, lembre o que fazer e o que não fazer em seu blog

por youPIX | 20 março 2013

Blogueiros amados ou trollados, veteranos ou newbies. A gente bem sabe que não é a coisa mais fácil do mundo conseguir a primeira coisa mais importante na vida de qualquer pessoa que posta conteúdo próprio na web: SER LIDO. E sabemos também que mais difícil ainda é conseguir a segunda coisa mais importante na vida de um blogueiro: DINHEIRO (e se alguém aí achar que a ordem de importância dessas duas coisas está invertida, pó-para-com-pó, porque você certamente está fazendo tudo errado).

E como todo mundo sempre precisa de uma ajuda para melhorar o que já está bom, ou fazer acontecer aquilo que é apenas uma ideia, neste Dia do Blogueiro, decidimos garimpar as melhores dicas que a web nossa de cada dia já deu sobre como criar conteúdo legal em blogs E ganhar dinheiro com isso. Ou seja, a melhor combinação desde goiabada com queijo.

Partindo da prioridade:
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ALÔ GAWKER, OS ÍNDIOS NÃO SE IMPRESSIONAM MAIS COM ESPELHOS

por Edney "Interney" Souza | 6 março 2013

Não sei o que me desapontou mais na entrevista de Gaby Darbyshire para o ProXXima, se foi o total desconhecimento do que vem acontecendo na blogosfera brasileira nos últimos anos, se a desinformação do ProXXima em dar tanta atenção para alguém que está de saída do seu cargo, ou os brasileiros que acreditam que o Gawker pode salvar a publicação independente de conteúdo no Brasil.

Gaby deveria saber o que acontece no Brasil, eles estão aqui desde 2008 através da F451 (ex-Spicy Media), se conversassem com eles saberia o que tem rolado aqui com redes de blogs como o Bloglog, o F*Hits, o InterNey Blogs, o Genkidama, o The Experts, ABBV, entre outros.

Redes de blogs não são novidades por aqui faz algum tempo, e as dificuldades do mercado brasileiro, com concentração de mídia em grandes portais e baixo investimento no marketing digital, são diferentes do que acontece no mercado americano.

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YOUPIX FESTIVAL RIO 2012 NA ÍNTEGRA: POSTS PAGOS… O INÍCIO DO FIM?

por youPIX | 13 dezembro 2012

Depois de passar Depois de passar por São Paulo, Porto Alegre e até São Francisco na California, o youPIX chegou chegando ao Rio de Janeiro pra fechar o ano em um galpão muito lindo e bem grandão que acomodou o evento nos dias 10 e 11 de dezembro e fez a internet arrumar as malas e desembarar em solo carioca.

Se você perdeu, acompanhe – ou reveja – tudo o que rolou no Palcão do youPIX que transformou o Rio no maior ponto de encontro da internet brasileira! \o/

 

POSTS PAGOS… O INÍCIO DO FIM?
Profissionalização e monetização de blogs é um assunto velho mas blogs têm cada vez mais relevância em termos de construção de opinião, e continuam sofrendo com a maneira como monetizam essa influência. Venda de mídia tradicional (banners, patrocínios e afins) ainda estão restritos aos grandes portais, sobrando algumas poucas opções, entre elas o polêmico POST PAGO.

Por outro lado, as marcas estão investindo pesado na construção das suas próprias audiências online, gerando conteúdo customizado próprio e se mostrando menos dispostas a pagar fortunas (alô, inflação) pra investir em blogs. Nesse cenário, como os veículos independentes poderão sobreviver?

Com Edney “Interney” Souza (Empreendedor, Professor, Especialista em Comunicação Digital), Julio Hungria (editor e fundador do Blue Bus), Roberto Cassano (Sócio e diretor de Planejamento Estratégico da FROG) e mediação de Patrícia Moura (Publicitária, especialista em Mídias Sociais, Professora de Marketing Digital)