A Memepedia

A Memepedia é a primeira enciclopédia de memes do Brasil. A internet é um saco sem fundo de gírias, memes, virais, piadas internas e outros tipos de fenômenos menos compreensíveis, e a Memepedia está aqui pra catalogar e explicar (na medida do possível) a origem dessas coisas todas. Se você tiver informações sobre a origem de algum meme, compartilhe com a gente!

“Sai que é sua Taffarel”, a ressurreição de um meme

por LEO MAIA | 25 fevereiro 2015

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Nos últimos dias começaram aparecer alguns vídeos que foram redublados com a narração de Galvão Bueno quando Tafarel defendeu penalti Copa do Mundo de 1998. Não lembra da clássica narração? Escute aqui.

Procuramos a origem de tudo isso e encontramos esse vídeo do Mundo Canibal, que em 2012 já tinha feito exatamente a mesma coisa — o vídeo é hilário. Ainda não dá pra dizer quem recomeçou com esse meme, talvez o Facebook seja o responsável por trazer de volta vários vídeos antigos e Taffarel aproveitou para “sair” com seu meme.

 

Então pega a pipoca e vem apreciar essa arte maravilhosa da redublagem de vídeos antigos do Youtube:  Clique pra continuar lendo

A melhor coisa do Facebook do momento: joguinhos usando pause dos vídeos

por LEO MAIA | 25 fevereiro 2015

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O conteúdo em vídeo tomou conta do Facebook no último ano. O auto-play e o maior alcance fizeram surgir outras formas de usar o vídeo, como a revista TIME que pelo Facebook divulga uma versão animada de capa do mês — quando a publicação da TIME aparece no nosso feed é como se o vídeo fosse um enorme GIF.

Agora a brincadeira da vez é transformar videos curtinhos em jogos, para vencer é só pausar no momento certo. Muita gente conheceu agora esse uso para o vídeo, mas já faz algum tempo que ele existe no Vine –veja aqui e aqui. Foi a zueira que levou o formato para o Facebook, logo depois as marcas também começaram a fazer games.

 

Fizemos uma lista com 9 jogos que estão bombando no Facebook:  Clique pra continuar lendo

Saiba o que é ‘dibre’ e entenda porque a internet toda está falando disso

por LEO MAIA | 20 fevereiro 2015

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Antes de começar a explicar esse meme, precisamos explicar algumas coisas básicas tipo: o que é drible/dibre? A wikipédia diz que: drible é a ação de desvencilhar-se do adversário gingando o corpo enquanto se controla a bola em algum esporte, nesse caso vamos falar do futebol. Dibre é o jeitinho que encontramos para falar drible, coisa de quem é intimo sabe?

O termo sempre foi falado dentro do contexto futebolístico e se você for olhar no Google Trends, o termo ‘dibre’ não teve nenhum momento de glória nos últimos anos, mesmo que fosse sempre lembrado — no ano passado até ganhou a hashtag #TuiteUmFilmeComDibreClique pra continuar lendo

Milhares de pessoas acreditam que o Facebook não faz parte da internet

por LEO MAIA | 13 fevereiro 2015

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Semanas atrás o antigo e ainda relevante Manifesto Cluetrain foi atualizado com novas dicas. Fiz a leitura dos novos 121 tópicos e me chamou atenção os que falavam sobre a dificuldade de fugir das plataformas não neutras, como Google e Facebook, que foram construídas na web livre e agora nos sugam para dentro delas — já notou quanto tempo você passa no Facebook enquanto está conectado na web?

O manifesto diz assim:

77. Aplicações não neutras construídas sobre a Rede neutra estão se tornando tão inescapáveis quanto o puxão de um buraco negro.
78. Se o Facebook é a sua experiência da Rede, então você está vestindo os óculos de uma empresa com a responsabilidade fiduciária de evitar que você jamais tire os óculos.
79. Google, Amazon, Facebook, Apple estão todas no negócio de óculos. A maior verdade os óculos deles escondem: Essas empresas querem nos segurar do jeito que buracos negros seguram a luz.

 

Se a gente for pensar, para muitos o Facebook foi porta de entrada para internet e talvez seja a única experiência que essa pessoa teve na web — o que é bom e ruim ao mesmo tempo, já que as pessoas estão conhecendo a internet, mas através do olhar e das regras do Facebook, sem experimentar a verdadeira web, que é livre, colaborativa e criativa.

Foi em entrevistas realizadas na Indonésia e depois na África, que pesquisadores perceberam que milhões de usuários do Facebook não tinham ideia de que estão usando a internet. Quando pesquisados, respondiam não usar a internet, mas depois em entrevista usando outro método de pesquisa, contavam com entusiasmo sobre suas experiências no Facebook — e somente no Facebook, pois conforme dados da pesquisa, esses usuários não saiam da rede social sequer para acessar outros links.

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O Facebook sabe quem é você e agora vai te marcar nas fotos que você aparecer

por LEO MAIA | 9 fevereiro 2015

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O Facebook sabe muito sobre nós, já foi provado cientificamente que a rede social nos conhece até mais que nossas mães e amigos próximos – ainda assim fico assustado quando saem notícias que mostram como a plataforma criada por Zuck é poderosa.

Eu não sou muito fã daquele recurso que permite identificar meus amigos em uma foto, usei poucas vezes e lembro de ter rejeitado marcações que fizeram de mim. Agora a tal marcação vai ser feita, você querendo ou não.

A tecnologia usada para reconhecimento facial no Facebook, é conhecida como DeepFace e faz automaticamente um trabalho de detecção, alinhamento, representação e classificação de cada foto com rosto publicada na rede social.

É assustador que isso seja feito automaticamente e preocupante por questões de privacidade — imagina só, no Facebook o número de usuários ativos mensais já é maior que a população da China e cada um desses perfis é real e com um rosto já identificado pela rede.  Clique pra continuar lendo

Fanpage do dia: “Entrei só pra ler os comentários”

por LEO MAIA | 29 janeiro 2015

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A caixa de comentários dos sites e redes socais de grandes portais de notícias é um enorme buraco negro e sempre que nos aventuramos a rolar até o fim da página e chegar lá nos comentários, corremos o risco de ser sufocados por opiniões racistas, homofóbicas, cheias de ódio e teorias da conspiração.

Talvez com um pouco de sorte a gente encontre pessoas que leram apenas o título da notícia e estão ali apenas pela bagunça, tentando MITAR nos comentários e ganhar alguns likes — é por isso que quando surge um post mais bizarro, somos tentados a correr para ler os comentários e ver se alguém é digno de um “Segura meu like, fera”.

 

A página “Entrei só pra ler os comentários” está cheia desses comentários sem noção e que às vezes são mais interessantes que a própria notícia. Olha só:  Clique pra continuar lendo

E esse meme de 88 bilhões de reais?

por LEO MAIA | 28 janeiro 2015

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As Manifestações de Julho influenciaram muito o nosso comportamento na web e percebemos isso no ano passado, com o surgimento dos textões e os vários debates que aconteceram no Facebook — no período das eleições era impossível não esbarrar nas opiniões dos amigos publicadas nas redes sociais.

Junte esse novo olhar para as questões políticas e o bom humor da web e temos a receita para vários memes que não são apenas engraçados, mas estão carregados de protestos e opiniões — que às vezes funcionam como estopim para mais debates, memes, Tumblrs e textões e inicia um novo ciclo de opiniões.

Hoje uma notícia sobre a baixa contábil de 88 bilhões na Petrobras acabou gerando uma alta no mercado de memes da web. Vou explicar isso melhor: depois que a notícia começou a ser publicada, surgiram mais de 13 mil menções do termo “com 88” no Twitter — por causa do meme onde as pessoas contavam o que poderiam fazer com 88 bilhões de reais, o assunto foi parar no segundo lugar dos Trends Brasil.

 

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Quando o jornalismo entra na onda da zueira para falar a mesma língua da web

por LEO MAIA | 27 janeiro 2015

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Até o JN que não é da web já entendeu como as coisas funcionam por aqui

Existe uma eterna discussão sobre como devem ser as conversas dentro das redes sociais — enquanto uns insistem no tom institucional, outros se jogaram na web e não são dependentes dos memes para mostrar que são descolados, porque também adotaram várias características da linguagem da internê.

Eu sei que parece óbvio, mas muita gente não entende que a dinâmica da web e do off são completamente diferentes — aqui estão acontecendo várias conversas ao mesmo tempo e o contexto e linguagem que foi usado em um post é o que vai direcionar esse conteúdo para dentro de uma dessas conversas ou iniciará um novo assunto.

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Quantos likes essas fanpages bizarras e zueiras merecem?

por LEO MAIA | 27 janeiro 2015

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Você provavelmente acessa o facebook todos os dias e gasta algum tempo lendo o feed com publicações dos seus amigos, grupos que você participa e páginas que curtiu. Não é por estar conectado todos os dias que você conhece tudo o que rola na rede do tio Zuck.

Fui até as ~profundezas~ da rede social e encontrei algumas fanpages com nomes e conteúdos bizarros e com altíssimo nível de zueira e falta de noção — algumas ajudam até a matar a saudade das comunidades do Orkut.  Clique pra continuar lendo

Fanpage do dia: “Odiei, 5 estrelas”

por LEO MAIA | 23 janeiro 2015

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Você já parou para ler as avaliações que as pessoas deixam nas lojas de aplicativos e outros lugares onde isso é possível? A página “Odiei, 5 estrelas”, no Facebook, reúne as opiniões mais controversas de pessoas que tiveram suas expectativas frustradas ao utilizarem um aplicativo.

As respostas postadas pelos usuários nem sempre são em relação a usabilidade ou desempenho do aplicativo, como está no review do 99 Taxis (foto acima). Também é possível encontrar quem esteja, digamos, ‘perdido’ no meio das avaliações de um aplicativo, filme ou produto dessas lojas virtuais.

O fato é que as vezes, a vontade de reclamar é maior que as habilidades de escrever um review. E é desse sentimento, combinado à falta de intimidade com as ferramentas de avaliação, que surgem críticas desconexas acompanhadas de uma avaliação 5 estrelas, o que deveria sinalizar uma experiência positiva.

 

Selecionamos alguns reviews inacreditáveis publicados pela fanpage e que merecem 5 estrelas. Olha só:  Clique pra continuar lendo