E aconteceu o inevitável: transformaram uma menina de 9 anos em blogueira fitness

por BIA GRANJA | 2 fevereiro 2015

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A palavra “fitness” tem algumas definições em inglês, sua língua natal, entre elas: saúde e também “o estado em que sua saúde e o físico estão em forma”. Ou seja, apesar da onda fitness ter virado sinônimo de malhação, “barriga negativa“, bunda dura e whey protein, a origem dela tem muito mais a ver com estar saudável do que estar sarado.

Em 2013 a gente escreveu uma matéria aqui sobre a obsessão crescente de determinados perfis ~fitness~ do Instagram em manter projetos como #bundadura, #magraseduras ou #barrigaseca e de como isso, divulgado como um “estilo de vida saudável”, estava ajudando a glamurizar a anorexia e a reforçar padrões de beleza que ninguém aguenta mais discutir o quanto são dolosos pra imagem das pessoas (mulheres principalmente, mas muitos homens também).

A combinação de padrões de beleza e a popularização do Instagram, a rede social da ostentação, deixou a cultura da magreza “fitness” cada vez mais forte. Se você for perguntar pra qualquer uma dessas blogueiras fitness, que tem como principal musa a Gabriela Pugliesi (webceleb que já ganhou todo uma análise acadêmica sobre a camarotização de sua vida), nenhuma delas vai dizer que apoia a cultura da magreza, a anorexia ou a obtenção de uma barriga negativa a todo custo… mas em seus perfis, travestidos de “vida saudável”, o que se vende é o corpo sarado que se bronzeia nas areias de Trancoso.

Tudo o que eu estou dizendo já foi muito dito aqui nesse site e em outros veículos on e offline, não é novidade. Por isso mesmo que quando vi essa notícia no blog sobre paternidade do Marcel, não me espantei nem um pouco: “Menina de 9 anos vira Blogueira Fitness“. Clique pra continuar lendo

Transforme suas fotos do Instagram em tattoos temporárias

por BIA GRANJA | 23 janeiro 2015

Eu tô meio viciada em tatuagem temporária ultimamente. Tem umas incríveis sendo vendidas por aí e virou uma modinha que eu tô curtindo sem medo. A última novidade na área é o site Picattoo (o nome é ruim, né? hahahaha), que transforma suas fotos do Instagram em tatuagem temporária.

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Eles enviam pra todo lugar do mundo sem custo nenhum e pra fazer a sua é só acessar o site, escolher 12 fotos diferentes da sua conta (ou dos seus seguidores – não achei opção de usar foto de quem vc segue) e pagar os US$ 14,99 (se você usar o código PIC10 ainda tem 10% de desconto) pela cartela (dá pra usar cartão de crédito ou pay pal). Super fácil!

Alguns podem se perguntar: POR QUE?
Eu respondo: POR QUE NÃO?

Nossas fotos do Instagram contam pequenas histórias sobre a nossa vida e dia-a-dia… achei extremamente divertida e ideia de estampar isso na nossa pele de vez em quando. A tattoo dura 1 semaninha e se você escolher direitinho as fotos, pode acabar com uma tatuagem bem fofa que você sempre quis fazer e nunca teve coragem. Eu escolhi algumas frases marcantes que já publiquei no meu IG, foto do cachorro, do meu filho e alguns objetos com formatos bacanas.

Acho também que esse lance de imprimir tem a ver com uma matéria que publicamos outro dia sobre como, nessa era do hiperregistro, estamos voltando um pouco a querer guardar as coisas fisicamente. FAz um puta sentido!

:)

 

Gabriela Pugliesi: a “camarotização” da vida

por Marcos Hiller | 9 janeiro 2015

Tudo é esteticamente calculado e tratado: os enquadramentos, os ângulos, as matizes de cores, as poses, as marcas, os rótulos.

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Todas as fotos desta matéria foram tiradas dos Instagrams citados na mesma

 

O tema da redação do último vestibular da Fuvest foi sobre a chamada “camarotização”, que pode ser entendida como um fenômeno de distinção social promovido por meio de privilégios em acesso a determinados rituais de consumo. Fenômeno esse que não é de hoje, mas que ganhou mais visibilidade tempos atrás por conta do patético Rei do Camarote, que estampou dezenas de capas de revistas e portais da internet. Nunca um novo termo foi tão feliz para definirmos com exatidão a estratégia de apropriação de insta-celebridades, como Gabriela Pugliesi, uma das blogueiras fitness mais famosas do Brasil.

Para quem não a conhece, Pugliesi é uma cidadã-comum que há cerca de 2 anos, mas que ganhou status de web-celebridade por conta de seu perfil do Instagram e seu blog Tips 4 Life. Considerada pelo portal Ego (Globo.com) como “um fenômeno do Instagram”, Pugliesi abandonou um emprego formal em uma joalheria para se dedicar exclusivamente ao seu novo emprego online. Suas dicas vão desde receitas light de alimentos, tirinhas com anedotas, fotografias de situações cotidianas e todas vendendo uma espécie de “qualidade de vida”, um termo amplamente utilizado hoje em dia e que, para mim, não diz nada.

O sucesso do seu blog e do perfil no Instagram não só magnetizou uma legião de seguidoras e algumas aparições em capas de revista, mas também uma miríade de marcas de roupas, alimentos funcionais e suplementos que se aproximaram da blogueira com a intenção de que ele fosse patrocinada, e com isso endossasse determinados produtos.

Ao arrastarmos nosso dedo pela tela do smartphone e observarmos as incontáveis fotos de Pugliesi, devemos ter muito cuidado para analisar qual estratégia é essa que ela adota. Consciente ou inconscientemente, ela tem uma estratégia de apropriação do Instagram. Nessas férias de janeiro de 2015, por exemplo, ela está na praia de Trancoso com seu novo namorado, um rapaz barbudo que já ultrapassa a marca de 100 mil seguidores – no vácuo de sua nova namorada). [Nota do youPIX – o casal já tem um perfil conjunto, o @RG.4u, que ultrapassa 40 mil seguidores].

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A interação social dele, dela e, sobretudo de qualquer indivíduo em nossa sociedade, surge a partir dos propósitos individuais que incluem, entre outros, os interesses de poder, vaidade e riqueza, disse certa vez Georg Simmel, sociólogo alemão que morreu nos anos 10. E é exatamente o que evidenciamos nas fotos de Trancoso do casal. Muito evidente em todas as fotos um processo de inscrição em imaginários do consumo que denotam elementos de sofisticação, ostentação, bens materiais exclusivos e corpos minuciosa e exaustivamente tonificados. Tudo é esteticamente calculado e tratado: os enquadramentos, os ângulos, as matizes de cores, as poses, as marcas, os rótulos. As fotos em situações clichês também não são economizadas. Nos comentários, vemos uma legião de fãs, seguidoras (na maioria, são mulheres) se inspirando e se espelhando nos dizeres de Pugliesi.

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É muito complexo analisar, interpretar e sair dizendo nossa leitura sobre os conteúdos imagéticos, discursivos e sonoros produzidos pela moça. Mais que isso, ter uma visão crítica de todo esse fenômeno contemporâneo e cair em argumentos simplistas é uma armadilha muito fácil. Por isso, eu procuro me preparar muito para analisar um bom objeto de pesquisa como esse. Eu busco a lupa de autores contemporâneos das áreas de comunicação e consumo para me aproximar desses objetos. Sim, a estratégia de Pugliesi é um objeto de pesquisa tão bom que virou tema de um artigo científico que publiquei em um congresso de comunicação da UFRGS em 2013. Para lê-lo inteiro, baixe meu último livro, ONdivíduos e procure no índice. É um dos últimos textos chamado “Reality Show Fitness”.

O casal-modelo vende de forma impecável uma camarotização da vida. Afinal, nesse universo do hiperconsumo em que estamos inseridos, há uma infinidade de benefícios, bem-estar material, melhor saúde, mais informação. Tudo isso é entregue na palma de nossa mão, de graça e sem necessidade de pulseirinha. Pugliesi contribui para tornar possível uma maior autonomia de suas adoradas seguidoras nas ações cotidianas na busca do utópico corpo-perfeito, namorado-perfeito, roupas-perfeitas, viagens-perfeitas. Afinal, como disse certa vez o filósofo francês Gilles Lipovetsky, as atividades mais elementares da vida cotidiana tornam-se problemas para nós e causam interrogações perpétuas, como a alimentação. O que devo comer? Que horas? De que forma?

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Mas Gabriela Pugliesi é o oráculo com o qual 915 mil seguidoras sempre sonharam e que nos entrega todas essas respostas à la carte. Tudo isso faz muito sentido, pois vivemos numa era onde o agora é a hora da desorganização das condutas alimentares, da cacofonia das referências e critérios. Trata-se não mais tanto de comer quanto de saber o que comer, de tão presos que estamos entre os estímulos gulosos e o modo de nos alimentarmos mal, de consumirmos muito açúcar, muita gordura, corantes, de nos tornarmos obesos em uma sociedade que apresenta como modelo a ditadura da magreza.

Clique aqui pra continuar lendo o texto no portal Administradores >>>

 

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Atualização do Instagram vem com novo recurso: a zuera

por LEO MAIA | 16 dezembro 2014

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Hoje o Instagram liberou uma nova atualização — foram incluídos 5 novos filtros (Slumber, Crema, Ludwig, Aden e Perpetua) e agora você pode personalizar a ordem deles, colocando primeiro aqueles que você usa com mais frequência. É justamente na hora de organizar os filtros que a zuera começa, cada filtro tem uma letra e da para formar palavras.

Olha só qual foi a primeira palavra que eu vi alguém escrevendo com filtros:

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Coitada da TV

por ROSANA HERMANN | 10 dezembro 2014

Para onde vai a TV? O que vai acontecer com essa indústria quando todos (ou quase) os habitantes do planeta estiverem conectados na Internet? Vamos conviver com todas as telas, vamos produzir nossas emissoras, vamos comprar espaço baratinho? Ou as emissoras vão voltar a transmitir tudo ao vivo, como antes de existir o “Video Tape”? Por que tantos fazem vídeos verticais? Não sei as respostas, mas adoro pensar nessas perguntas.

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Video Tape. Tssc. Não tem mais “tape”, não tem fita, não tem suporte material. Vídeo tem, mas é arquivo digital; captado, veiculado, arquivado, compartilhado, reproduzido digitalmente. O que ficou foi o hábito de dizer “Roda o VT” na TV. A materialidade está desaparecendo, como as publicações em papel, as fotos impressas, a música e o vídeo em mídias plásticas. Até o dinheiro virou imaterial: seu salário cai no banco e aparece como um valor em sua tela, pra você transacionar na mesma tela ou pagar com cartões de plástico com chip. Ninguém vê mais a cor do dinheiro.

Na era A.I., antes da Internet, existiu a Monarquia da TV, quando a televisão aberta reinava soberana, majestosa, como uma Rainha de Copas que cortava a cabeça de quem não a obedecia. Hoje, a TV aberta é que está sendo decapitada pela guilhotina da concorrência, preterida e relegada a segundo plano, ou melhor, segunda tela.

Sim, sim, a TV no Brasil ainda tem reconhecimento e poder, é reverenciada por seus súditos, dominada por famílias da realeza. Porém, a TV no Brasil virou uma Rainha da Inglaterra. Não que seja só pra inglês ver, porque são milhões de brasileiros que assistem TV todos os dias, mas há outras siglas de 2 caracteres competindo com ela o tempo todo. A TV divide espaço com o FB, o IG e o YT.

O Facebook ainda é um misto de mural com email aberto, cheio de PPTs em anexo, sempre fazendo de tudo para incentivar sua plataforma de vídeos. O problema do Facebook é sua missão. Enquanto o Google quer ser o maior buscador, que rastreia, organiza e oferece em forma de resultados ordenados, toda a informação do mundo, o Facebook quer apenas dominar o mundo. Ou melhor, ser dono do mundo, pra poder loteá-lo e alugá-lo pra toda gente. O FB é o centro das atenções, mas ainda não compete com a TV.

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Instagram agora permite editar legenda da foto depois de publicada

por youPIX | 11 novembro 2014

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A nova atualização do Instagram permite que você edite a legenda da foto depois de publicada ou que acrescente uma caso tenha esquecido de botar. De acordo com o post no blog oficial do aplicativo, essa era a principal solicitação dos usuários. Demorou só 4 anos pra eles se manifestarem em relação aos pedidos. Isso que é agilidade, hein?

Pra mudar a legenda é só clicar naqueles três pontinhos que ficam na parte inferior direita da imagem e clicar em “edit”.  Clique pra continuar lendo

O vazio em cada curtida

por Box 1824 | 31 outubro 2014

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No Facebook e no Instagram acompanhamos o registro de vários acontecimentos na vida dos nossos contatos: festas incríveis, livros de cabeceira cabeçudos, drinks e jantares elaborados, janelas de avião, céu azul na praia, piqueniques, risadas. No Foursquare também estão registradas as passagens por alguma galeria de arte incrível, aeroportos internacionais ou festas VIP. Por que tudo isso?

 

Imagem é tudo
As mídias sociais criaram uma silenciosa e acirrada disputa entre as pessoas para mostrar quem aparenta ter a vida mais bacana. Pensamos que estamos felizes com o que temos até nos depararmos com um update na rede social que sussurra o contrário: você poderia ser mais interessante. Não para você, claro, mas para os outros. De que adianta ser feliz sem platéia? Compartilhar um ideal de vida é a cauda de pavão virtual — e nem sempre corresponde à realidade.

Tudo isso reflete traços emocionais e psicológicos profundos em cada um de nós, interferindo na nossa auto-imagem, auto-estima e também na forma como nos relacionamos. Quando compartilhamos uma foto, um link ou um pensamento nas redes sociais, apresentamos fragmentos daquilo que desejamos que nos defina. Dessa forma, existe a necessidade de aceitação.

Um estudo australiano afirmou que o Facebook alimenta a necessidade de auto-promoção de usuários com característica mais narcisista e extrovertida. Ao mesmo tempo, são os solitários que gastam mais tempo na rede social, como uma forma de interagirem com o mundo. Receber um comentário em um post estimula a auto-estima e também pode aliviar uma solidão. As pessoas esperam ler o quanto ficaram bonitas na nova foto do perfil, como é lindo o lugar em que passaram as férias, ou como elas possuem bom gosto musical.

 

Ansiedade pela audiência
Porém, na era do imediatismo provido pela mobilidade, cria-se uma angústia e ansiedade por feedbacks – estes que vem em forma de likes e comentários. Muito mais que um narcisismo, é a carência e a necessidade de pertencimento. Números que vão crescendo. Refresh. Mais likes. A quantidade torna-se maior que a qualidade, como pequenas manifestações de interesse que tentam preencher algum vazio. Tudo é quantificável. Clique aqui pra continuar lendo a matéria no Medium da Box1824 >>>

 

 

Se você imprimisse e empilhasse todas as fotos do Instagram em um ano, até onde elas iriam?

por Pedro Katchborian | 20 outubro 2014

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Quantos posts você vê por dia no Instagram. E por semana? E por ano? Agora imagine a quantidade de fotos subidas por todas as pessoas do planeta? É coisa pra caramba, né? E pra se ter uma noção exata do que aconteceria se você empilhasse todas essas imagens, o Photoworld fez um infográfico bem legal.

Vá subindo e descobrindo até onde iriam as fotos até chegar no número final, com mais de 21,9 bilhões de imagens (!!!)

Clique abaixo e veja: Clique pra continuar lendo

Instagram da semana: a incrível arte do origami com @white_onrice

por Pedro Katchborian | 16 outubro 2014

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Existem diversos perfis de arte no Instagram, mas o que você vai ver a seguir é incomum. O usuário @white_onrice, criado pelo americano Ross Symons, faz incríveis artes com origami. Com “simples” dobraduras no papel ele faz animais, objetos, logos e muito mais.

São mais de 350 posts e 40 mil seguidores. A missão de Ross é postar uma foto/vídeo por dia.

Segue lá! Veja um pouco do trampo animal do cara: Clique pra continuar lendo

Instagram completa 4 anos hoje. Veja qual foi a primeira postada na rede social

por Pedro Katchborian | 6 outubro 2014

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O Instagram completa hoje 4 anos (só isso?) e tem muito o que comemorar. Afinal, a rede social ultrapassou os 200 milhões de usuários ativos. O app foi aberto ao público em outubro de 2010, mas a primeira foto postada foi em julho do mesmo ano, em uma época fechada para testes, quando a rede social ainda se chamava Codename.

E a primeira foto do Insta é… Clique pra continuar lendo